Alan Valadares: O papel da Desenbahia na gestão de Rui Costa

Até este ano o planejamento estratégico da Desenbahia (2016-2019) tem tido êxitos nos projetos que geram empregos e renda. Foram primordiais os investimentos nos setores de geração de energia para aumentar a produção agrícola, na recuperação de estradas para dinamizar o escoamento de produtos, assim também, houve investimentos nos diversos municípios em saneamento, agricultura familiar, barragens e diversos meios de captação de recursos hídricos. Benefícios fiscais para descentralização das indústrias foram concedidos. O papel da empresa tem sido para além da fomentação de créditos, na organização de cooperativas, elaboração de projetos, na regulamentação de terras produtivas e procura aprofundar estudos sobre os territórios de identidades para o desenvolvimento econômico regional.

Segundo o Banco Central o patrimônio líquido da Desenbahia até 2017, correspondeu a 573, milhões. E o lucro liquido chegou até 8 milhões no mesmo ano, menos que 2016, no qual alcançou mais de 16 milhões. Ao mesmo tempo, voltou a crescer o número clientes – 18.939.

Os financiamentos foram direcionados proporcionalmente, no empreendedorismo médio, com alcance em 2017 de 445,5 milhões (78,8%), o de porte pequeno com de 66,8 milhões (11,8%), os grandes empreendimentos obteve 31,9 milhões (5,6%) e o micro 21 milhões (3,7%).

Vale também a análise dos investimentos nas seguintes atividades econômicas entre 2014 a 2017:

Não houve investimento em Serviço Industriais de utilidade pública

Na agricultura, pecuária e produção florestal  passou de 89,1 milhões  para 106,9 milhões.

Queda na Industria da Transformação, sendo 65,3 milhões para 62,6 mi.

Queda drástica na Construção, sendo 30,3 milhões para 10,6 mi. Esse fator está relacionado muito com a crise financeira e política que muito atingiu as grandes empreiteiras no país.

Na área de Transporte, Armazenamento e Correio, subiu de 30,8 mi para 94,4 mi.

Comércio, Reparação de Veículo Automotores e Motocicleta, um salto de 13,4 mi para 30,4 mi.

A interiorização e a democratização teve impactos positivos nos municípios com os investimentos em infraestrutura, saneamento básico, drenagem e pavimentação das ruas. O financiamento para prefeituras alcançou R$ 300 milhões em 2017 (cinco vezes maior que 2015 – R$ 60 milhões). Para possibilitar melhor acesso aos créditos, foi promovido Caravanas de Negócios em 47 cidades. Porém, para obter êxito no projeto de desenvolvimento regional e atento a necessidade específica dos territórios de identidade, propomos a ampliação do número de agências, dos pontos de atendimento presenciais da instituição financeira e contratação de funcionários com a mesma competência dos que já existem. Tal necessidade está na contramão das 60 demissões promovida no final de 2017.

 

Alan Valadares é assessor Institucional da FEEB, secretário de Juventude do PCdoB Salvador (2017-2019), professor da Escola de Formação do PCdoB – Loreta Valadares e graduado em Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades – UFBA.

 

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