Deputado do ES se filia ao PCdoB e reforça bancada comunista na Câmara

Givaldo com a presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos

 

Na última quarta-feira (07/03), a bancada comunista na Câmara Federal ganhou o reforço do deputado Givaldo Vieira (ES). O parlamentar deixou o PT para se filiar ao PCdoB e promete agregar nas lutas em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores.

“Dói deixar o PT, um partido que eu respeito muito. Mas tenho vivido um momento muito difícil no PT do Espírito Santo. Lamentavelmente, o PT do Espírito Santo não representa as forças populares neste momento, pois está atrelado a um projeto de poder que comanda o estado, que é do mesmo projeto do Temer, de opressão aos trabalhadores, de arroxo salarial. Vendo essa situação percebi que aquilo não me representa e não representa as causas populares e enxerguei no PCdoB essa oportunidade de mudar para continuar na luta”, afirmou.

Na chegada do parlamentar à bancada, a presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE), reforçou que a história de luta de Vieira coincide com a história de luta do PCdoB, motivo de entusiasmo da bancada. “É um homem dedicado a transformação social, comprometido com os trabalhadores, com as pautas das mulheres e, sobretudo, de um projeto de nação que tire o país desse impasse, dessa crise que vivemos hoje. É como se Givaldo já fosse do nosso partido há muito tempo”, reiterou Luciana.

Na avaliação do líder da bancada na Câmara, deputado Orlando Silva (SP), a vinda de Givaldo Vieira agregará na atuação da bancada dada a larga experiência política que o parlamentar possui. “Não é apenas um parlamentar, mas uma liderança política, que vai trazer sua experiência e sua capacidade para o nosso partido”, disse.

Com a filiação de Givaldo Vieira, a bancada comunista passa a ter 12 deputados federais.

Perfil

Nascido em Laranja da Terra (ES), Givaldo Vieira é formado em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo. Iniciou sua trajetória política militando na Pastoral da Juventude Nacional, onde chegou a ser coordenador nacional. Também foi vereador da Serra entre 1997 e 2000; secretário de Direitos Humanos e Cidadania de 2001 a 2004; e, em seguida, secretário de Educação. Antes de se candidatar a deputado estadual, em 2006, Givaldo Vieira atuou como secretário de Coordenação Política da Prefeitura de Vitória.

Assumiu o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa em 2007, quando foi membro das comissões de Turismo e de Direitos Humanos, e, ainda, presidente da Comissão de Acompanhamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

Em 2008, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Estado do Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades) durante 11 meses. Nesse período, desenvolveu ações voltadas à inclusão social e produtiva, por meio de convênios com prefeituras e entidades em projetos de assistência social e da oferta de cursos de qualificação profissional, além da realização de conferências e debates sobre os direitos das mulheres, das pessoas com deficiência e dos idosos.

O retorno à Assembleia Legislativa, em 2009, foi marcado pela dedicação às questões sociais, além de sua atuação como segundo secretário da Mesa Diretora.

Em 3 de outubro de 2010, foi eleito vice-governador do Espírito Santo junto a Renato Casagrande e assumiu, no dia 1 de janeiro de 2011, o cargo no governo do estado. Teve atuação destacada na coordenação de projetos do governo capixaba, tanto na elaboração destes quanto na execução, como o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Espírito Santo (Proedes), no qual foi o coordenador. Givaldo também foi o coordenador do PAC 2 no Espírito Santo, oficialmente nomeado pelo Ministério das Relações Institucionais, pelo Ministério do Planejamento e pelo então governador.

Em 2014, se elegeu deputado federal. É presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, e também relator da Comissão Especial da Crise Hídrica. No Parlamento, sua atuação está voltada às questões ligadas à sustentabilidade, à qualidade de vida nas cidades brasileiras e à defesa dos direitos dos trabalhadores do campo e dos municípios. Sua luta inclui ainda o combate ao desperdício de alimentos, de energia e de água, além de exercer forte atuação nas áreas de regularização fundiária, educação profissional, transparência e controle social.

Fonte: Portal Vermelho

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