Fundação Maurício Grabois em MG se posiciona sobre ação da PF na UFMG

A Fundação Maurício Grabois no estado de Minas Gerais (FMG-MG) se posicionou, através de uma nota pública, sobre a ‘ação ostensiva’ que a Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (06/12), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).  A PF investiga a construção do Memorial da Anistia do Brasil. Os atuais reitor e vice-reitora e seus antecessores das últimas duas gestões foram conduzidos coercitivamente.

A FMG considerou a ação mais um ato de arbitrariedade da Polícia Federal e acredita que tem ‘aparente motivação política’. Confira a nota:

Tal ação desrespeita as garantias constitucionais e o devido processo legal, pois a condução coercitiva é um instituto excepcional que só se justifica quando esgotadas as tentativas regulares de colheita da prova, além de não ter sido permitido aos advogados o acesso ao processo, violando os princípios da ampla defesa e do contraditório. A ação aparenta ter motivações políticas por realizar a condução coercitiva desnecessária e por provocar a espetacularização da operação como mecanismo extralegal. 

O avanço do Estado de Exceção acontece a olhos vistos e deve encontrar a maior e firme resistência de todo campo progressista e de todos defensores da democracia brasileira.

Nos posicionamos ao lado da comunidade da UFMG em apoio à essa instituição tão relevante para o Brasil. Esse tipo de ação da Polícia Federal é mais um ato de arbítrio.

Essa noite escura há de acabar. O Povo brasileiro há de vencer.

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