Luciana Embilina: Como a música, a Bahia precisa abraçar o artesanato

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Foto: Ascom/Setre

 

A coordenadora estadual de Fomento ao Artesato da Setre, Luciana Embilina, comemora o sucesso do 1º Congresso Baiano de Artesanato, realizado na última quinta-feira (10/08), em Salvador. Com a participação de 26 municípios baianos, o evento já é considerado o maior entre os encontros realizados pelo segmento no Brasil em todo o ano de 2017.

Além do sucesso de público, a organização das artesãs e artesãos baianos também conseguiu outro feito inédito: tirar da Bahia o título de um dos poucos estados que ainda não possuía uma federação de artesãos. Durante o Congresso, foi fundada a Federação das Associações e Cooperativas de Artesãs e Artesãos do Estado da Bahia e realizada a eleição de 30 delegados e delegadas que vão participar do VIII Congresso Nacional do Trabalhador Artesão.

“O Congresso, que já nasce grande, foi muito positivo e o resultado foi muito importante. Não dava mais para a Bahia seguir sem uma organização do setor do artesanato. A secretária [da Setre] Olívia Santana tomou para si essa responsabilidade, através da coordenação, e incentivamos a criação da federação. É um direito do setor e papel do estado apoiar essa organização”, defendeu a coordenadora.

A realização do evento motivou ainda um incremento no orçamento público para o artesanato. Na ocasião, foi feito o anúncio, pelo governo do Estado, da liberação de R$ 2,5 milhões para a contratação de serviços de promoção, melhor qualificação e comercialização do artesanato da Bahia.

Novo paradigma

Luciana Embilina explicou que a política pública do artesanato baiano passa por um processo de reformulação. Segundo ela, o novo paradigma foi iniciado na gestão do ex-governador Jaques Wagner, em 2007, com o entendimento de que é preciso dar autonomia e uma consciência empreendedora a essas trabalhadoras e trabalhadores.

“Essa nova política pública visa fomentar o empreendedorismo e alcançar a autonomia dessas artesãs e artesãos, que já estão encarando o artesanato como negócio, uma fonte de renda”, afirmou Luciana. Ela cita a criação do selo ‘Bahia Feito a Mão’, que certifica o artesanato pelo Ibametro (Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade), para dar um maior potencial de comercialização aos produtos.

Apesar da boa fase do artesanato no estado, a coordenadora estadual de Fomento ao Artesanato faz um apelo aos baianos para a valorização do segmento. “Embora o artesanato baiano seja extremamente aceito para fora do estado, o público interno precisa levar o artesanato para dentro de suas casas, abraçar o artesanato assim como abraça a música”, defende.

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