PCdoB sai às ruas de Salvador em defesa das mulheres

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Os dirigentes e militantes do PCdoB na Bahia estiveram engajados nas diversas atividades que aconteceram em homenagem às mulheres, nesta quinta-feira (08/03), Dia Internacional da Mulher, em especial a Marcha das Mulheres, que tomou as ruas do Cento de Salvador. Por acontecer em um ano eleitoral, o 8 de março deste ano acentua, segundo os comunistas, uma das principais bandeiras carregadas pelas mulheres: a da luta contra a sub-representação feminina nos espaços de Poder.

Histórico defensor da emancipação feminina, sendo presidido nacionalmente por uma mulher, a deputada federal Luciana Santos (PE), o PCdoB tem ampliado os esforços para a participação – e eleição – das mulheres no processo eleitoral deste ano. No Legislativo e no Executivo, a presença de mulheres ainda não ultrapassa 10%, mesmo sendo elas a maioria da população (51%).

“Nós entendemos que, além da luta contra a violência, por direitos, por isonomia salarial, precisamos, apesar das falhas desse sistema eleitoral, garantir mais presença da mulher. Maior presença da mulher é garantia de maior equidade de gênero nas decisões políticas do País”, afirmou a secretária estadual de Mulheres do PCdoB, Alice Portugal, que é a única deputada da Bahia na Câmara Federal.

Política e empoderamento

Olívia Santana, secretária de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Governo do estado, e ícone da luta feminista na Bahia, lembrou, ainda, que a inserção de mulheres na política passa, também, pelos esforços para empoderá-las, do ponto de vista da consciência. Isso garante, segundo a secretária, que as mulheres eleitas sejam comprometidas com as causas femininas.

“Assim [com o empoderamento], a gente forma bancadas femininas com capacidade de defender a agenda feminina, no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa, na Presidência da República”, explicou Olívia. Ao se referir à Presidência, ela lembra da pré-candidatura a presidenta da República, lançada pelo PCdoB para as eleições deste ano, com a indicação do nome da feminista Manuela D’Àvila (RS).

Política para as mulheres

A presença feminina nas eleições deste ano também é fundamental como forma de responder aos ataques a direitos pelo governo do presidente Michel Temer, que atingem mais fortemente as mulheres, segundo Natália Gonçalves, presidenta estadual da União Brasileira de Mulheres (UBM). Para ela, a reforma trabalhista, por exemplo, pesa mais para elas, que já convivem com desigualdade de oportunidades no mundo do trabalho.

“Nesse momento em que o País vive sob um governo ilegítimo no plano federal, com a deposição da primeira mulher eleita presidenta, sem nenhuma prova apresentada contra ela, está revelado o tipo de poder que está constituído no Brasil. É um poder misógino, que nega a presença das mulheres”, argumentou a presidenta estadual da UBM.

O governo de Michel Temer também recebe críticas por ignorar as iniciativas dos governos Lula/Dilma que buscavam promover a emancipação feminina. Uma das decisões de Temer ao assumir a Presidência foi diminuir a autonomia da Secretaria de Política para as Mulheres, que nos governos anteriores tinha status de ministério, sob a justificativa da austeridade.

Apesar do revés no âmbito nacional, o Governo do estado mantém a Secretaria Estadual de Política para as Mulheres, que tem Julieta Palmeira à frente, com ações permanentes, como a companha ‘Respeita as Mina’. “A Bahia resiste. O governador Rui Costa tem buscado manter, a todo custo, as políticas para as mulheres, e avançar, principalmente, no enfrentamento à violência e na autonomia econômica das mulheres”, afirmou a secretária Julieta Palmeira.

Uma das poucas vereadoras na Câmara de Salvador, Aladilce Souza acredita que as eleições deste ano são uma oportunidade de restabelecer a democracia, para, assim, continuar as políticas pela igualdade de gênero nacionalmente. “Precisamos brigar pela retomada dos nossos direitos à saúde, à educação, que também estão sendo usurpados pelo governo golpista de Michel Temer, e mostrar que não construiremos um País melhor sem dar dignidade às mulheres”, disse a vereadora do PCdoB.

 

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