AL-BA homenageia Marielle Franco e cobra respostas do crime

 

Na última quinta-feira (14/03), completou um ano do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, do PSOL. Para cobrar providências sobre o crime, a Assembleia Legislativa da Bahia realizou sessão especial com o tema: “Defensores dos Direitos Humanos – Vivas por Marielle”. O deputado Hilton Coelho (PSOL) e as Comissões de Direitos Humanos e dos Direitos da Mulher foram os proponentes do evento.

A morte precoce da vereadora, que tinha uma carreira em ascensão na política – foi a quinta mais votada para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro –, causou comoção no Brasil e no mundo. O caso continua repercutindo porque o crime ainda não foi solucionado. Dois homens foram presos acusados de cometerem o ato, mas familiares, atores políticos e a sociedade querem saber os motivos que levaram a execução e quem são os mandantes.

No momento do crime, o motorista da edil, Anderson Pedro Gomes, também foi atingido e morreu na hora. Pela memória deles, em vários momentos da sessão, ativistas dos direitos humanos, políticos, as secretárias de Estado Julieta Palmeira (SPM), e Fabya Reis, da Promoção da Igualdade Racial, as deputadas Neusa Lula Cadore (PT), presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, Olívia Santana (PCdoB), presidenta da Comissão de Direitos da Mulher e os parlamentares Fátima Nunes Lula (PT), Ivana Bastos (PSD), Rosemberg Lula Pinto (PT), Fabíola Mansur (PSB), Osni Cardoso Lula da Silva (PT), Robinson Almeida Lula (PT) e Jacó Lula da Silva (PT) bradaram para que a barbárie não fique sem resposta e que o desejo de justiça pela sociedade seja minimamente atendido.

Para Olívia Santana, a prisão dos acusados antes da sessão especial acontecer ressignificou o sentido do evento. A deputada acredita que a Assembleia Legislativa é um espaço de pensamento crítico, de reflexão política, de pensar o Brasil. “Precisamos criar um grande movimento para revogar o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre a posse de armas no País”, disse a deputada, citando a chacina cometida no dia 13, na escola em Suzano (SP).

A presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM), Natália Gonçalves, disse que mesmo com a prisão não há nada a ser comemorado. “O Estado brasileiro tem o histórico de matar e deixar morrer. Matar o povo negro é rotina da polícia. Hoje é um dia de lembrar a história de Marielle e também um dia de sentir medo. Nossos inimigos são declarados e possuem mais de 100 fuzis em suas casas”, declarou.

Após a sessão, deputados e militantes seguiram para o Tribunal de Justiça da Bahia em marcha para uma série de atos e pedido de justiça pela morte da vereadora e do motorista.

 

Com Ascom/AL-BA

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