Álvaro Gomes – Mais Médicos: o nosso aplauso aos cubanos

Fui ao Aeroporto Dois de Julho de Salvador, semana passada me despedir e me solidarizar com os médicos cubanos, no semblante de cada um a emoção de ter contribuído com a saúde do nosso país e a saudade por deixar muitos amigos, a preocupação com a população carente que ficará sem assistência médica.

Nós brasileiros estamos com os cubanos e lamentamos o comportamento anti povo do governo que se elegeu recentemente, com forte participação das feke news, que representa a sua própria essência, único responsável pelo retorno dos profissionais de saúde a seu país de origem, a ilha de resistência e da solidariedade CUBA.

O programa mais médico foi sem dúvidas uma das mais importantes ações do governo Dilma, preocupada com as condições de vida da população carente, viabilizando dessa forma assistência médica para aqueles mais necessitados, foram 60 milhões de pessoas cobertas pelo programa.

Essa iniciativa teve uma forte rejeição daqueles setores elitistas e egoístas que não se preocupam com a população, mas uma grande aceitação da sociedade. A presidenta Dilma abriu a oportunidade para os médicos brasileiros que não aceitavam ir para os locais carentes do nosso país. Para resolver o problema foi aberto para médicos de outros países e não apenas os cubanos.

Cerca de 10 mil médicos cubanos, foram deslocados para cobrir as áreas onde os brasileiros se recusavam a ir. Dessa forma 1575 municípios contaram com esses profissionais para atender a população em municípios no geral com menos de 20 mil habitantes.

Os médicos cubanos diferentemente do que a elite argumenta, são mais do que médicos, além de preparados, todos os que aqui trabalharam tinham mais de 10 anos de formado e residência em medicina geral e comunitária, sem falar que a medicina cubana é referencia mundial. Além disso os médicos cubanos são fraternos, solidários e enxergam as pessoas como seres humanos e não como objetos. Não por acaso a população carente chorou e se emocionou, com a saída dos cubanos.

O Brasil perde, principalmente a população pobre, que continuará enfrentando os velhos problemas de falta de assistência médica.

Álvaro Gomes é presidente do IAPAZ e ex-deputado estadual do PCdoB-BA

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