Caso Colombiano e Catarina: mortes completam uma década de impunidade

Os assassinatos do casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo, que chocaram a Bahia, completam, na próxima segunda-feira (29/06), dez anos (2010-2020). Passada uma década dos crimes, a família ainda aguarda a punição dos assassinos, que já foram identificados pela polícia, mas que, desde então, recorrem a estratégias jurídicas para escapar da prisão.

A autoria do duplo homicídio é atribuída ao empresário e oficial aposentado da Polícia Militar Claudomiro César Ferreira Santana e ao seu irmão, o médico Cássio Antônio, apontados pela polícia como mandantes. Os funcionários deles, Adaílton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner Lopes, seriam os executores.

Os dois irmãos eram proprietários da MasterMed, empresa do ramo de plano de saúde que tinha um contrato com o Sindicato dos Rodoviários, onde Paulo Colombiano era tesoureiro. Para o Ministério Público, as mortes foram planejadas por Claudomiro e Cássio depois de saberem que Colombiano havia descoberto uma fraude milionária no contrato de prestação de serviços aos rodoviários.

Atualmente, o longo processo encontra-se em segunda instância, especificamente na 2ª Vice-presidência do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA), que analisa novos recursos dos réus. A defesa dos acusados contesta decisões preliminares dos desembargadores, que avaliam a sentença de primeiro grau que determinou a ida dos quatro acusados a júri popular – Cássio foi excluído da responsabilidade pelo juiz de primeira instância, mas a acusação recorreu.

Nos novos recursos, Claudomiro e Cássio pedem que o TJ-BA, responsável por apreciar a admissibilidade das peças recursais, autorize a ida do debate para os tribunais superiores de Brasília (DF): o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Todos os anos, familiares e amigos de Colombiano e Catarina protestam em frente a prédios do Judiciário contra a impunidade e pedem celeridade no julgamento do caso. Neste ano, por conta da pandemia do novo coronavírus, as mobilizações vão acontecer pela internet.

O processo foi iniciado em 2012 e já são oito anos de tramitação na Justiça – dez anos quando se considera a fase de investigação policial.

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