Comissão Política: Sucesso eleitoral reflete a justeza da tática

A primeira reunião da Comissão Política Estadual do PCdoB após as eleições do primeiro turno aconteceu nesta quinta-feira (11/10), em Salvador, com o objetivo de analisar o cenário político e o resultado do partido nas urnas. Os dirigentes comunistas comemoraram o desempenho eleitoral na Bahia, considerado o mais exitoso dos últimos anos de atuação política no estado.

A bancada do PCdoB na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) cresceu cerca de 65%, passando de três para cinco o número de deputados estaduais. Segundo o presidente estadual do partido, Davidson Magalhães, o resultado mostrou que a direção acertou no planejamento que fez para as eleições deste ano.

“O PCdoB conseguiu eleger cinco deputados estaduais, refletindo a justeza da tática. Para a obtenção do resultado foram fundamentais todas as demais candidaturas não eleitas que contribuíram para o cesto total dos votos”, explicou o presidente Davidson Magalhães, que também é o primeiro suplente do senador eleito Ângelo Coronel (PSD). Essa é a primeira vez que o PCdoB-BA é eleito em uma chapa majoritária.

Na Câmara Federal, o resultado do PCdoB-BA também é considerado positivo, com a reeleição dos deputados Alice Portugal e Daniel Almeida, e com a conquista de mais uma cadeira: a de Isaac Carvalho, mesmo com a candidatura dele ainda dependendo de uma decisão judicial. Todos os três federais receberam votação expressiva, com mais de 100 mil votos cada.

A eleição no primeiro turno representou uma derrota política para o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), a principal liderança do carlismo na Bahia. Importantes aliados do prefeito foram derrotados nas urnas, como é o caso dos deputados José Carlos Aleluia (DEM), Antônio Imbassahy (PSDB) e Tia Eron (PRB), entre outros.

O PCdoB, por outro lado, “aumenta sua influência política na capital, com grande votação da cidade”, de acordo com Davidson Magalhães. O governador Rui Costa (PT), que foi reeleito, se consolida como uma grande liderança não só no estado, mas também no Brasil – garantiu uma das maiores votações a Fernando Haddad -, junto com o ex-governador Jaques Wagner (PT), que foi eleito senador.

Risco Bolsonaro

O presidente estadual também propôs uma reflexão sobre o cenário nacional, e a avaliação foi de que a ida de Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) ao segundo turno deve ser considerada uma vitória. O desafio, agora, é construir uma ampla frente política “que indique a construção de uma coalisão para um eventual futuro governo”, segundo Davidson.

A eleição de Jair Bolsonaro (PSL) é considerada um risco à democracia. “Bolsonaro terminou personificando o antissistema, não apenas o antipetismo. Ele se contrapôs de maneira demagógica ao sistema político, distanciado dos interesses do povo. A realidade que emerge das urnas é uma extrema direita fortalecida, um verdadeiro risco para a democracia no Brasil”, avaliou o presidente.

O presidente finalizou a reunião conclamando o conjunto do partido a entrar com entusiasmo e dedicação redobrada na batalha no segundo turno para derrotar o fascismo.

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