Comitê Estadual do PCdoB convoca mobilização para resistir aos ataques 

 

Em reunião realizada neste sábado (11/05), no auditório da Assufba-Sindicato, em Salvador, os dirigentes do Comitê Estadual do PCdoB aprovaram os documentos elaborados pela Comissão Política Estadual, na reunião do dia 29 de abril. Os documentos aprovados são o Plano de Estruturação Partidária e o Projeto Eleitoral 2020.

Clique aqui para ler o Plano de Estruturação Partidária

Clique aqui para ler o Projeto Eleitoral 2020

A reunião também definiu indicar à militância mobilização total nas lutas agendadas contra os cortes na educação e na preparação da greve geral em defesa da aposentadoria . “O PCdoB está convocado a jogar peso nos atos em defesa da educação marcados  para o dia 15 de Maio e construir a grande paralisação nacional marcada para o dia 14 de junho”, disse o presidente estadual do partido, Davidson Magalhães.

Cenário político 

O presidente estadual ainda fez a atualização política do quadro atual, ressaltando os aspectos que considera mais importantes. Sobre a experiência brasileira com o novo presidente da República, afirmou: “Bolsonaro é  expressão brasileira do crescimento da ultradireita. Não é fenômeno novo como resposta à crise do capitalismo, que atinge tanto países desenvolvidos com os menos desenvolvidos”.

Para o presidente do PCdoB-BA, na Europa e nos Estados Unidos, a chegada ao poder de forças de extrema-direita foi a saída encontrada para enfrentar a crise. “A política neoliberal não é suficiente para debelar a crise. Esse receituário deu fôlego ao capitalismo por certo período, mas em 2008 a crise se acirrou”, continuou.

Davidson defendeu que, para as correntes políticas de extrema direita, há a necessidade de radicalizar o controle político, promovendo ataques à democracia, para impor o processo de acumulação do capital. “Essas políticas, no geral, apresentam baixas taxas de crescimento, aumento do desemprego e, com freqüência, recorrem às agressões imperialistas”.

O governo Bolsonaro, de extrema-direita, utilizado para exemplificar, tem, segundo o presidente do PCdoB-BA, a marca ultraliberal na economia e conservador nos costumes. “Com grande militância nas redes sociais, nas milícias do crime organizado e entre grupos evangélicos, e forte viés neocolonialista, eles querem criar um regime autoritário, subordinando o judiciário e a imprensa”.

Negações

Além do falso moralismo, da disseminação do ódio, o bolsonarismo prega, segundo Davidson Magalhães, a negação da política, “a ruptura com o sistema, se sobrepondo aos demais poderes”. “Ao mesmo tempo, ataca os direitos dos trabalhadores, a educação pública, os programas sociais”, disse.

Derrotas

Com o governo Bolsonaro chegando ao quinto mês, a crise econômica e a instabilidade política se avolumam, ainda de acordo com Davidson. “O desemprego continua crescendo e as previsões de crescimento do PIB caem para 2019 e 2020. Grupos distintos brigam pela hegemonia no governo, que vem perdendo popularidade a cada pesquisa e sofrendo seguidas derrotas no congresso, como no caso do COAF, da competência dos auditores fiscais, do orçamento impositivo, etc”.

Tática comunista

No encontro, o presidente do PCdoB-BA ainda explicou que o centro da nova tática do partido para o momento é a defesa da Democracia ameaçada. “Isso exige construção de uma ampla frente política na qual estejam presentes diversos setores da sociedade”, finalizou.

 

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