Contra a privatização: greve dos trabalhadores dos Correios é nacional

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios manifestou-se sobre a greve geral iniciada ontem, terça-feira, em razão da privatização planejada pelo governo federal e, consequentemente, a perda de direitos da categoria. A paralisação é por tempo indeterminado.

Leia a nota na íntegra:

“A Findect teve papel crucial na construção da unificação total na luta da categoria que se configurou na noite dessa terça-feira, 10 de setembro. Em todo o país a categoria ecetista se mostrou consciente da gravidade da situação que enfrenta e decretou Greve por tempo indeterminado.

A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família.

A direção dos Correios, a mando do governo, se negou a negociar com os trabalhadores. O próprio TST denunciou isso. Sua Vice-presidência convocou a empresa para negociar, mas ela se negou.

A intenção do governo e da direção da ECT é acabar com os benefícios da categoria. Por isso se negam a negociar o Acordo Coletivo. Os trabalhadores dos Correios foram empurrados a uma encruzilhada histórica: ou lutam ou perdem o que conquistaram em anos de batalhas duríssimas!

A direção da ECT e o governo querem reduzir radicalmente salários e benefícios para diminuir custos e privatizar os Correios. Entregar o setor postal a empresários loucos por lucro. Jogar no lixo o atendimento a todos os cidadãos, a segurança nacional envolvida nas operações, a integração nacional promovida pelos Correios!
Infelizmente não restou alternativa. Para manter nosso Acordo Coletivo, repor as perdas aos salários e manter os empregos vamos ter que lutar. E tem que ser todo mundo junto e unido em cada setor e nacionalmente!

O papel é de cada companheiro e companheira. Se esperar só pelo Sindicato, vai ficar difícil parar todo mundo. Ir aos setores, conversar e convencer cada trabalhador é tarefa de cada um de nós!

Vamos juntos mostrar à direção da ECT e ao Governo Federal que não aceitamos destruição dos nossos direitos, dos nossos empregos e salários, do sustento das nossas famílias!”

Fonte: Findect

 

 

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