De Camaçari a Salvador, MST marcha pela libertação de Lula

 

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) iniciou a Marcha Estadual Lula Livre na tarde da última quarta-feira (10/04), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A Marcha saiu da Praça Monte Negro, por volta das 15h, e segue em direção ao Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, um percurso total de 48 km. Este ano, a marcha reúne cerca de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra de dez regiões da Bahia que caminham em defesa da liberdade do ex-presidente Lula e da Reforma Agrária, pauta principal do movimento.

A ação faz parte das atividades mundiais da Jornada Lula Livre no mês que marca um ano da injusta prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso político após uma condenação sem provas orquestrada pelo então juiz e hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro.

Em ato realizado na Praça Monte Negro, os trabalhadores rurais Sem Terra denunciaram a prisão arbitrária de Lula e protestaram contra a paralisação da reforma agrária e a reforma da Previdência. Pauta central do movimento, a reforma agrária tem sofrido graves ataques e os trabalhadores rurais têm acumulado uma série de perdas de direitos, como a recente proposta de modificação dos critérios para aposentadoria rural inserida na peça da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O coordenador do MST na Bahia, Evanildo Costa, aponta o caráter de repúdio da marcha à prisão política de Lula e “de denunciar este governo que ganhou as eleições fraudando e que agora vem tirando todos os direitos da classe trabalhadora”. Evanildo também denuncia a paralização da reforma agrária no país e cobra que o governador Rui Costa cumpra os acordos que foram firmados com o movimento. “Desde o governo Temer a reforma agrária está totalmente paralisada, sem desaproriação, sem crédito, sem habitação, sem assistência técnica. O INCRA totalmente sucateado”, afirma.

Preocupado com os caminhos que a reforma agrária tem tomado no país, o deputado estadual do PT, Jacó, ressalta a necessidade de resistir e enfrentar os retrocessos iniciados com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e a posterior perseguição a Lula. Jacó também chama a atenção para o componente de ódio de classe contra os governos petistas por terem proporcionado a melhoria de vida dos trabalhadores brasileiros. “Temos visto a perseguição e o assassinato das lideranças dos movimentos sociais, dos trabalhadores rurais e quilombolas e pra terminar querem fazer a famigerada reforma da Previdência”, o que eles “querem é que o povo volte para a miséria”, afirma Jacó.

Jornada Nacional

A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, realizada pelo MST em todo país, entre os dias 10 e 17 de abril, contra a violência no campo e em memória dos trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra assassinados no Massacre de Eldorado dos Carajás.

 

 Fonte: PT-Bahia

Textos Relacionados
Deixe seu recado