Everaldo contesta secretário de Neto que contratou empresa investigada

O ex-vereador Everaldo Augusto e atual presidente do PCdoB Salvador viu com maus olhos as declarações do Secretário Municipal de Educação, Bruno Barral, que disse, em entrevista ao site Bocão News, desconhecer os processos e investigações que envolvem a empresa Nutriplus Alimentação e Tecnologia Ltda, que é investigada no caso da “máfia da merenda”, em São Paulo, por montar esquema de corrupção com envolvimento de agentes públicos para fraudar pregões de fornecimento de merenda escolar e acaba de vencer uma licitação da Pasta no valor de R$25milhões.

Em 2016, a época vereador de Salvador, quando a Nutriplus já fornecia merenda escolar em algumas escolas do município, Everaldo acionou o Tribunal de Contas do Município (TCM) e o Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar irregularidades nas prestações de contas após denúncias do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (COMAE).

De acordo com o órgão, que tem como atribuições acompanhar e monitorar o uso dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, nas notas fiscais apresentadas pela Nutriplus constavam contratação de serviços. A prática irregular contraria as regras do Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que prevê o uso exclusivo da verba para aquisição de alimentos.

“Não tem como o secretário afirmar que não sabia das irregularidades e do envolvimento da empresa com as máfias da merenda escolar. As denúncias foram e continuam sendo feitas pelo COMAE, endossadas pelo Conselho Regional de Nutrição, diretamente à Secretaria de Educação do Município e aos órgãos controladores, inclusive ao PNAE, dirigido até recentemente pelo Sr. Sílvio Pinheiro, ex-secretário da gestão ACM Neto. A persistir nesta atitude ele confessa que não sabe nada do que se passa na Pasta ou que tem sérios problemas de memória, o que é igualmente grave.”, destacou.

Outra anormalidade apontada pelo então vereador foi o repasse de R$ 14 milhões para fornecimento de merenda em 66 escolas terceirizadas e apenas R$11 milhões para todas as demais, algo em torno de 370 unidades.

 

PCdoB/ Salvador

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