Greve dos petroleiros já é a maior desde a histórica mobilização de 1995

Há mais de 15 dias em greve nacional, os petroleiros exigem a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR). São 144 trabalhadores da fábrica que receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária onde seriam feitas as rescisões dos contratos de emprego, uma violação do Acordo Coletivo de Trabalho.

Por isso, petroleiros da FAFEN protestaram contra essa arbitrariedade da gestão da Petrobrás e queimaram os telegramas com os comunicados de demissão. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve está cada dia maior, com a categoria fortalecendo o movimento nas bases, enquanto a direção da Petrobras aposta no conflito criminalizando a greve dos petroleiros.

A Federação também acusa a empresa de mentir para o Judiciário e de recusar-se a negociar com a Comissão Permanente de Negociação da FUP, que se mantém desde o dia 31 de janeiro à mesa de reunião numa das salas do Edise no Rio de Janeiro.

Em documento protocolado na última quinta-feira (13/02), os petroleiros reforçam, com a mesma pauta entregue anteriormente, a disposição de buscar uma solução para o impasse, desde que a Petrobras suspenda imediatamente as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas contra os trabalhadores e que levaram a categoria à greve.

 

Quadro nacional da greve – 15/02:

57 plataformas

11 refinarias

23 terminais

7 campos terrestres

7 termelétricas

3 UTGs

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas

 

Onde há paralisação na Bahia:

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

 

Fonte: FUP

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