História dos cinco heróis cubanos chega aos cinemas em dois filmes

A saga em busca de liberdade e verdade dos cinco heróis cubanos que permaneceram mais de 15 anos presos de forma injusta nos Estados Unidos vai chegar aos cinemas. Fruto de cooperação entre Brasil, Cuba, Canadá e França, dois filmes serão lançados em 2019.

Os filmes serão baseados nas obras do jornalista e escritor brasileiro Fernando Morais, “Os últimos soldados da guerra fria”, e do jornalista canadense Stephen Kimber, “O que há do outro lado do mar: a história real dos cinco cubanos”.

Inspirado na obra de Fernando Morais, o filme “Wasp Network” será dirigido por Olivier Assayas e contará com elenco de peso: Penélope Cruz, Pedro Pascal, Wagner Moura, Gael García Bernal e Edgar Ramirez. O diretor francês já foi nomeado duas vezes à Palma de Ouro do Festival de Cannes com obras como “Personal Shopper” e “Acima das nuvens”.

No livro reportagem, Fernando Morais narra a relação dos cinco cubanos com suas famílias e os desafios de cumprir uma missão em solo norte-americano fazendo parte do serviço secreto de Cuba, além de todo o processo de invasões e interferências sistemáticas de Washington na pequena ilha comunista.

De acordo com o jornal cubano Granma, a película baseada na obra de Kimber vai se chamar “Los cinco” e será produzido no Canadá em cooperação com o Instituto Cubano da Arte e Indústria Cinematográfica.

O filme deverá ser filmado principalmente em Cuba até 2019 e será produzido pelo mesmo produtor da série canadense “O livro dos negros”, Clement Virgo.

Os cinco heróis 

Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González integraram a Rede Vespa, grupo criado pelo serviço secreto de Cuba para espionar e evitar ataques terroristas de agentes anticastristas instalados na Flórida e financiados pela CIA que pretendiam agir contra a ilha.

Os cinco cubanos foram presos em 1998 e condenados em 2001 pelas autoridades dos EUA. Eles cumpriram penas de 15 e 17 anos e só foram liberados após a reaproximação diplomática entre Cuba e Washington em 2014. Porém, durante todo este tempo, o então presidente da ilha, Fidel Castro, não poupou esforço para defender os agentes cubanos, e ativistas de todo o mundo fizeram incontáveis manifestações e atos políticos pela libertação dos cinco.

Após a libertação, eles foram recebidos como heróis em Cuba com grandes festas nacionais.

Do Portal Vermelho

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