“Minha ancestralidade me trouxe até aqui”, diz nova ouvidora da DPE

 

A nova ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA), Sirlene Assis, tomou posse na última terça-feira (11/06), em uma cerimônia concorrida, no Centro Cultural da Câmara de Vereadores, em Salvador. Na ocasião, Sirlene falou de ancestralidade e garantiu que vai usar o cargo para a luta contra as desigualdades.

“É muita emoção neste momento. Minha ancestralidade negra foi que me trouxe até aqui. Sou ouvidora hoje para lutar com vocês contra o cativeiro social. Não estou ocupando esta tarefa para autopromoção, se estou aqui é para lutar para transformar a sociedade”, disse.

Sirlene defendeu a necessidade do fortalecimento da Defensoria na luta pelo combate às desigualdades sociais e às opressões históricas e estruturais de gênero, raça e classe. “Vamos conversar e articular com os deputados estaduais para se juntarem à luta por uma Defensoria mais forte. Meu papel é fazer com que a Defensoria se torne cada vez mais ferramenta de igualdade, de democracia e de acesso à justiça”, afirmou.

Ativista na luta pelos direitos humanos e do movimento negro, a assistente social Sirlene Assis foi eleita por maioria dos votos na fase de escolha pelas entidades da sociedade civil e teve seu nome confirmado também por maioria do Conselho Superior da Defensoria.

A presidente da União Nacional de Negros pela Igualdade (Unegro), Ângela Guimarães, esteve no evento e fez uma intervenção. Ela elogiou a ampla participação popular no ato e defendeu que o modo como a posse transcorria era correspondente à forma como a população quer ver o sistema de justiça se comportando.

“Esse momento é carregado de muita simbologia. Essa cerimônia e esta trajetória da Defensoria e de sua Ouvidoria apontam para um sistema de justiça do modo como o povo precisa: aberto, democrático, popular. A representatividade aqui não é por acaso, é um clamor por justiça das maiorias, negras, de mulheres, das classes trabalhadoras e das periferias. E nós queremos justiça e direitos não só quando estamos à margem. Nós queremos um Estado indutor de direitos para estas maiorias”, defendeu Ângela Guimarães.

 

Colaborou Ascom/DPE

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