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Cotista, pró-reitora Cássia Maciel celebra os 15 anos das cotas na UFBA

25 novembro, 2019

A pró-reitora de Ações Afirmativas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cássia Maciel, foi uma das personagens de uma reportagem do jornal Correio sobre os 15 anos após o início da política de acesso por cotas sociais e raciais na instituição. Em um evento do Novembro Negro, na última quarta-feira (20/11), ela inspirou a matéria, depois de incentivar uma pesquisa sobre a vida dos ex-cotistas para confirmar o sucesso do sistema.
Segundo o jornal, Cássia se revelou, no evento, a personagem perfeita para a matéria, “que se propunha a mostrar como está a vida dos ex-cotistas uma década e meia depois da implantação das cotas, além de destacar os maiores desafios dos atuais cotistas dentro da mais antiga universidade pública da Bahia”. Ex-manicure e garçonete, moradora de São Cristóvão e Cajazeiras, Cássia achava que, no máximo, seria técnica de enfermagem.
Acabou se tornando a primeira pessoa da família a entrar em uma universidade. “Eu achava que ensino superior público era para brancos e ricos. A UFBA não era pra mim! Gente como eu tinha que trabalhar para sustentar a família”, lembra ela, hoje aos 41 anos.
Após duas reprovações no vestibular, aos 30 anos de idade, grávida de gêmeos, passou para Psicologia pelas cotas. Cinco anos depois se tornaria pró-reitora. “Mudei a história e a auto estima da minha família. As pessoas se orgulham e querem fazer o mesmo. Essa é a história de muitos outros cotistas”, afirma Cássia, filha de mãe solteira e empregada doméstica, além de sobrinha de sete outras empregadas.
De fato, a luta que Cássia travou para conseguir um espaço na UFBA, se estabelecer no curso e seguir até o final é semelhante a de muitas pessoas que passaram pela Ufba nos últimos 15 anos.
 
Com jornal Correio

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