Notícia

Dia de Combate à Intolerância Religiosa foi uma proposição do PCdoB

21 janeiro, 2016

 
Nesta quinta-feira, 21 de janeiro, é celebrado em todo o Brasil o Dia de Combate à Intolerância Religiosa, que foi criado a partir da iniciativa do PCdoB da Bahia. A data entrou para o calendário nacional em 2007, através de um projeto de lei apresentado na Câmara Federal pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), inspirada no que já acontecia em Salvador.
A capital baiana já tinha aprovado, desde 2004, na Câmara de Vereadores, a criação do Dia Municipal de Combate à Intolerância, baseado no direito fundamental à liberdade religiosa, previsto na Constituição Federal de 1988. A iniciativa partiu da então vereadora comunista Olívia Santana, hoje secretária nacional de Combate ao Racismo do PCdoB.
A escolha de Olívia pela data, 21 de janeiro, foi uma alusão à data de morte de Mãe Gilda, líder religiosa do Candomblé que foi vítima de intolerância. Gildásia dos Santos, que era o nome de batismo da religiosa, morreu no ano 2000, vítima de um infarto, após ver o rosto estampado no jornal Folha Universal, da Igreja Universal do Reino de Deus, em uma matéria depreciativa.
A publicação usou uma foto da ialorixá para ilustrar um texto cujo título era “Macumbeiros e charlatões lesam a vida e bolso de clientes”. Desde então, uma luta foi travada por uma indenização e uma série de ações criadas pelo respeito à diversidade religiosa.

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