Notícia

Trabalhadores em postos de combustíveis entram em greve

10 agosto, 2015

Cansada da enrolação do patronato, a categoria paralisou, nesta segunda-feira (10/08), as atividades em 40% dos postos de combustíveis de Salvador e Região Metropolitana. Já se passaram oito rodadas de negociação segundo o Sinposba, sindicato que representa os trabalhadores. A última ocorreu na sexta-feira (07/08). Uma tentativa do Ministério Público do Trabalho. Mas, os patrões mantiveram-se intransigentes diante da proposta do procurador do trabalho, Bernardo Guimarães, para evitar a greve.

Para o presidente do Sinposba, Antônio Santos, esta última tentativa de negociação do MPT comprovou o que os trabalhadores já sabem há muito tempo. Os patrões do setor de revenda de combustíveis não possuem nenhuma responsabilidade social, não possuem o menor interesse em negociar, não respeitam os trabalhadores que tanto produzem e nem a sociedade. Sempre apostaram no confronto e desafiam nossa capacidade de luta ao se manterem intransigentes mesmo diante das autoridades.

“A data-base da categoria é 1º de maio, foram oito rodadas de negociações. Os patrões reafirmaram enfaticamente que não vão assinar a Convenção de Trabalho se o Sinposba não abrir mão do valor das multas normativas instituídas na CCT na cláusula 48ª, referente ao descumprimento da própria Convenção que eles assinaram; isto é, os patrões querem que o Sindicato aceite uma fraude trabalhista. O Sinposba não aceita isso em hipótese nenhuma, por isso a partir de segunda, 10 de agosto, estaremos em greve”.

A categoria está distribuindo carta aberta à sociedade sobre os reais motivos da greve. O documento afirma que os patrões se recusam a avançar os benefícios sociais, querem retirar direitos como a periculosidade para os que trabalham nas lojas de conveniências e escritórios, não investem em segurança deixando a categoria exposta a assaltos, não garantem ambiente de trabalho decente e saudável, muitos patrões não fornecem água potável para beber e nem área de convivência.

Além disso, os patrões praticam assédio moral, simulando demissões por justa causa, burlando direitos trabalhistas, descontam o valor do fardamento dos salários, cheques devolvidos e prejuízos dos assaltos como se fossem vales de adiantamento de salário, instituindo constantemente fraudes nas relações de trabalho.

Com informações da ascom Sinposba

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