Olívia: O ódio e a estupidez dos brutos tiraram a vida Moa do Katendê

A secretária nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, Olívia Santana, se posicionou sobre o assassinato do mestre de capoeira e militante do movimento negro Romualdo Rosário da Costa, mais conhecido como Moa do Katendê, na madrugada da última segunda-feira (08/10), em Salvador, por um eleitor de Jair Bolsonaro (PSL). Para Olívia, o caso revela o cenário de ódio instalado no país e o risco do ‘empoderamento dessa gente’.

Moa do Katendê, de 63 anos e uma das principais lideranças do tradicional bloco de afoxé Badauê, foi morto com 12 facadas em um bar pelo barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana, depois de uma discussão sobre política. A vítima era eleitora de Fernando Haddad (PT), crítico de Bolsonaro e, segundo a polícia, foi atacado depois de confrontar o autor sobre as propostas do candidato do PSL à presidência da República.

A secretária de Combate ao Racismo acredita que o “o ódio e a estupidez dos brutos tiraram a vida”. A defesa que ela faz está em sintonia com o depoimento da delegada que investiga o caso, Milena Calmon, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que, em entrevista ao jornal Correio, afirmou que o assassino tem um histórico de intolerância e agressividade.

Segundo a delegada, uma das passagens pela polícia de Paulo Sérgio Ferreira de Santana aconteceu em 2014, na Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Derca), a partir de uma denúncia de um adolescente de 14 anos. Na época, a vítima registrou que foi agredida física e verbalmente e ainda ameaçada por Paulo Sérgio com uma tesoura depois de ter pedido a ele uma quantia no valor de R$0,50.

Olívia defendeu que agora é o momento de lutar para frear esse movimento de ódio representado por Bolsonaro e que coloca em risco a democracia e a convivência saudável no Brasil. “Os bolsonaristas não conseguem dialogar, debater. Eles usam a linguagem dos violentos, dos brutos. Não podemos permitir o empoderamento desse tipo de gente. Vamos lutar pela democracia, pela paz e pelo amor ao Brasil e a toda nossa gente”, avaliou.

O enterro de Moa, ainda na tarde de segunda-feira, no Cemitério Ordem 3ª de São Francisco, na Baixa de Quintas, foi marcado pela emoção e indignação, e acabou se tornando um ato contra o ódio e pela paz.

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