Olívia sobre caso Miguel: “Ele foi vítima da negligência racista”

A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB/BA) comentou a morte do menino Miguel, de 5 anos, morto depois de cair do 9º andar do prédio onde mãe trabalha como empregada doméstica, em Recife (PE). Para Olívia, o caso é consequência da “intolerância e da negligência racista”, pois, no momento da queda, o menino estava sob os cuidados da patroa da mãe, que foi obrigada a sair da casa para passear com os cachorros.

A mãe de Miguel Otávio Santana da Silva, Mirtes Renata, passou a levar o filho para o emprego a partir do início da quarentena, pois não foi liberada pelos patrões e, com o fechamento das escolas, não tinha com quem deixar o menino. A empregada doméstica trabalhava em um prédio de luxo da capital pernambucana, o Píer Maurício de Nassau, no bairro São José.

A patroa, identificada como Sarí Côrte Real, chegou a ser presa por homicídio culposo, mas pagou fiança e responde em liberdade. “Enquanto [isso,] a trabalhadora doméstica pranteia a morte estúpida do seu filho, que só o abominável desprezo, causado pelo racismo estrutural, explica”, afirmou Olívia Santana, que também é secretária nacional de Combate ao Racismo do PCdoB.

Além da negligência e da não liberação da empregada durante a quarentena, o caso também chama a atenção por outro detalhe: o marido de Sarí, Sérgio Hacker, foi diagnosticado com a Covid-19 e, mesmo assim, não dispensou a mãe de Miguel d trabalho. Sérgio é prefeito do município de Tamandaré, no mesmo estado, e tinha anunciado o diagnóstico pelas redes sociais.

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