Salvador tem dia marcado por atos da Jornada de Lutas pela Soberania Nacional

Não foi à toa que o dia 03 de outubro, terça-feira, foi escolhido para a realização dos atos da Jornada de Lutas pela Soberania Nacional em Salvador e em outras cidades brasileiras, como Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR). Nesta data, no ano de 1953, foi fundada a Petrobrás, empresa estatal que está na mira das privatizações.

Para lutar contra a venda das estatais para a iniciativa privada, combater a precarização dos serviços públicos e alertar a sociedade sobre o desgoverno de Michel Temer, sindicatos e trabalhadores de todo país se juntaram para manifestar e realizar atos durante todo o dia.

Em Salvador, a programação começou às 8h, com manifestação em frente ao prédio da Petrobrás, no Itaigara, seguido por uma aula pública, às 9h, no Centro Educacional Carneiro Ribeiro, no bairro do Pero Vaz. Um terceiro ato em defesa da Petrobrás teve início às 15h e aconteceu no Lobato, onde foi descoberto o primeiro poço de petróleo do Brasil.

Organizaram as atividades os sindicatos com trabalhadores de estatais na base e  a Frente Popular Brasil, entre outros.

Bancários se juntam à luta

Os bancários da Bahia também realizaram, durante a terça-feira, manifestações nas agências da Caixa, Banco do Brasil e BNB, como parte do Dia Mundial de Mobilização da Federação Sindical Mundial (FSM) e do Dia Nacional em Defesa da Soberania Nacional.

De acordo com a CTB, os dirigentes sindicais chamaram a atenção da população nas agências para o processo de desmonte dos bancos públicos. Impetrado pelo presidente Michel Temer, a ação objetiva diminuir o papel social de instituições como a Caixa, BB e BNB, que são essenciais para o desenvolvimento social do país.

Todos os anos, nesta data, a FSM, que comemora mais um ano de fundação, organiza atos pelo mundo denunciando as mazelas do capitalismo e do imperialismo contra os povos.

Segundo o Secretário Sindical do PCdoB na Bahia, Aurino Pedreira, essa é uma oportunidade de contribuir e participar não só em favor das principais estatais do país – Petrobrás, Eletrobrás, Bancos Públicos, – como também para discutir uma questão humanitária que afeta o mundo.

“A crise na qual estamos inseridos desestabiliza as nações. Esse dia de luta busca chamar atenção tanto para questões empresariais quanto para o processo de intolerância que cresce em todo o mundo. Precisamos mobilizar não só a categoria, mas a sociedade como um todo”, afirma Pedreira.

Fonte: Ascom PCdoB-BA

*Fotos: Manoel Porto

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