Corte de cargos de Bolsonaro pode paralisar universidades federais

O decreto assinado na terça-feira (12/03) por Jair Bolsonaro, extinguindo 21 mil cargos e funções gratificadas tem um alvo certo: as Universidades e Institutos Federais de Tecnologia. São 11.261 funções com as quais se estrutura a administração das 70 universidades federais, com seus 1,3 milhões de alunos.

Há, ainda, mais 1.870 funções comissionadas de Coordenação de Curso – FCC – destinadas aos professores que exercem a coordenação acadêmica de cursos técnicos, tecnológicos, de graduação e de pós-graduação nas instituições federais de ensino. Além disso, 119 cargos de direção e 460 outras funções, nestas escolas.

A grande maioria, gratificações modestas, variando entre pouco menos de R$ 300 e R$ 900. A denúncia foi feita pelo jornalista Fernando Brito, do blog Tijolaço, que acredita que os cortes vão representar um caos no funcionamento das universidades e dos institutos federais  Brasil a fora.

“Isso, na cabeça dos olavetes que controlam o Ministério da Educação, deve ser uma medida saneadora pois, segundo o seu guru, o astrólogo Olavo de Carvalho, ‘a Universidade brasileira é distribuidora de drogas e nada mais’”, escreveu Fernando Brito.

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