Em defesa do forró, Daniel cobra sanção da Lei Emergencial Cultural

Não tem arraial, quadrilha, fogueira. A pandemia pelo coronavírus afetou as festas juninas, tradicionalmente celebradas no nordeste brasileiro. Com o cancelamento dos festejos, a cadeia produtiva sofreu um grande impacto, deixando de gerar renda, emprego e entretenimento aos nordestinos. Com a impossibilidade de realizar shows, músicos e artistas esperam pela sanção presidencial da Lei Emergencial Cultural Aldir Blanc, aprovada no Congresso.

Na sessão virtual da Câmara dos Deputados desta terça-feira (23/06), o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) cobrou a aprovação da lei que destina R$ 3 bilhões para trabalhadores da cultura. “Estamos aqui no Nordeste, no período de festa de São João, de congregação de tantos brasileiros. Bolsonaro sancione a lei para dar oportunidade a quem faz cultura neste país”.

Defensor das matrizes do forró como patrimônio imaterial do Brasil, o parlamentar conversou, durante live no Instagram, com o forrozeiro Adelmario Coelho sobre o tema. A iniciativa visa incluir essas matrizes no livro de registro de bens imateriais do povo como patrimônio cultural imaterial do Brasil e implementar políticas públicas para salvaguardar esse bem. “Tenho feito um grande esforço para o forró ser incluído entre os patrimônios da humanidade e fica evidente o significado que isso tem. Pois, se não tem o registro, não tem o reconhecimento pelos órgãos competentes. Conseguimos colocar uma emenda em 2019 e recentemente foi empenhada. Então, o processo está andando”, explicou Daniel.

Em um cenário de mais de um milhão de mortos pela covid-19, com números crescentes de contaminação, Almeida comentou na transmissão ao vivo que a palavra de ordem é solidariedade. “Conhecemos diversos casos de pessoas próximas que ficaram doentes e outras que perderam a vida. Não tem palavra que possa confortar, mas a gente tem que ter uma atitude de se movimentar e levar uma palavra amiga. Ter ações assertivas, a exemplo do governador Rui Costa que tem tido uma atitude correta e incansável junto ao prefeito de Salvador, ambos sintonizados com o mesmo encaminhamento. E neste momento a música traz um conforto para as pessoas, é óbvio que o São João faz falta, porque é o momento confraternização. Mas estamos todos comprometidos na preservação das vidas”.

Adelmario Coelho cantou alguns sucessos como “Não fale mal do meu país”, “Até mais vê” e agradeceu a oportunidade de debater o importante tema para a ‘nação forrozeira’. “Parabéns Daniel e todos que estão engajados nessa missão de tornar de forró patrimônio cultural do nosso país. Para que até se possa movimentar mais a cadeia produtiva, todo mundo sabe o que o forró está presente em tantas regiões mas isso não está catalogado, não se pesquisou,  não se juntou dados para se certificar e para a história isso tem um significado enorme. Os recursos servem para que essa pesquisa identificar as raízes, as origens, catalogar identificar e preservar o forró. Eu fico muito feliz em fazer parte disso”, disse.

 

Fonte: Ascom/ Daniel

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