“Não é o momento de flexibilizar”, diz secretário de Saúde da Bahia

O secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou que ainda não é o momento de flexibilizar medidas de combate ao coronavírus no estado. Segundo ele, a Bahia está longe da estabilização da quantidade de casos da doença e o estado não conseguiu montar todos os leitos necessários para atender a um possível aumento da demanda por internações, caso as medidas de flexibilização provoquem explosão no número de contaminados.

Villas-Boas acrescenta que, além disso, ainda começam a faltar, no mercado nacional, medicamentos para pacientes mais graves. “Se a decisão fosse minha, não [não autorizaria a flexibilização]. Não conseguimos abrir todos os leitos de UTI que precisamos abrir e não sabemos se conseguiremos abrir pela falta de equipamentos e medicamentos no mercado nacional. Medicamentos necessários para manter pacientes em ventilação mecânica estão em falta no país inteiro, o insumo está em falta no mundo. Se você montar matriz de risco, você vai encontrar que o número de ameaças é muito superior ao número de vantagens que essas medidas estão trazendo”, alerta.

O secretário ainda pediu que os prefeitos monitorem bem o impacto da flexibilização nas taxas de contágio para que isso não impacte na tendência de estabilização da doença na Bahia. “Qualquer medida de flexibilização traz risco de retorno da taxa de contágio, e ela precisa ser muito bem avaliada e monitorada. Vamos torcer para que seja feito de forma adequada e que a gente possa continuar observando essa tendência de redução na quantidade de casos, dia após dia, que isso não venha a impactar”, afirma.

 

Com Ascom/ Sesab

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