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A pedido de Alice, Embratur apura participação de funcionário em ato antidemocrático

31 março, 2021

Em resposta a um requerimento apresentado pela deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) iniciará um processo administrativo para investigar a participação de um funcionário na convocação de atos antidemocráticos. O funcionário é acusado de usar a estrutura da agência federal para a elaboração, locução e divulgação de um vídeo convocando uma manifestação contra o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal), em 15 de março do ano passado.

O investigado ocupa o cargo de Gerente de Publicidade, Propaganda e Marketing da Embratur, e foi nomeado por Bolsonaro. Para a deputada Alice, o fato de a locução ter sido gravada por alguém que ocupa cargo comissionado no governo federal e com possibilidade de a gravação ter sido feita dentro da própria instituição é mais uma evidência do envolvimento do presidente na convocação das manifestações naquela época e também do uso da máquina pública a seu favor.

“Usar a máquina pública para atender interesses pessoais é uma prática recorrente desse governo e precisa ser investigada. O nosso mandato está em constante fiscalização em defesa dos interesses do Brasil e da democracia, que está sob risco no nosso país”, afirma a parlamentar baiana.

O vídeo que teria sido produzido pelo funcionário da Embratur foi disparado pelo presidente Bolsonaro do próprio celular, pelo WhatsApp. O filme convocatório para o ato antidemocrático, de um minuto e meio, trazia imagens dos protestos pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, e fazia uma pergunta: “Por que esperar pelo futuro se não tomarmos de volta o nosso Brasil”.

 

Com Ascom/Alice

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