O Agosto Lilás, movimento de proteção da mulher e de combate à violência doméstica, inicia-se neste ano com uma notícia ruim: existe um revés de investimentos nas políticas para as mulheres, com o governo Bolsonaro. A informação é de um estudo realizado pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), que apontou ainda que a redução dos recursos destinados aos programas da área tem batido recordes históricos.
No ano passado, a Secretaria de Políticas Nacionais para Mulheres, vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado pela ministra Damares Alves, poderia ter gasto com iniciativas o montante de R$ 124,3 milhões, mas, no entanto, apenas R$ 36,5 milhões foram utilizados. Ou seja, cerca de R$ 90 milhões deixaram de ser gastos pelo governo.
O nível de investimentos em políticas de gênero é o mais baixo em cinco anos, segundo o estudo. Além disso, o Inesc também prevê que o ano de 2021 pode alcançar um patamar ainda menor, pois foram gastos, nos primeiros seis meses do ano, R$ 13,9 milhões, o que equivale a R$ 1,47 milhão a menos, em relação ao mesmo período de 2020.
O programa Casa da Mulher Brasileira, considerado uma das principais políticas na área, recebeu apenas 2,6% da verba autorizada para 2021. Dos R$ 25,5 milhões disponíveis, foram gastos apenas R$ 672 mil.