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Alice e Daniel condenam a decisão de acabar com o Bolsa Família

3 novembro, 2021

Depois de 18 anos, o Bolsa Família, programa de transferência de renda instituído no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pagou os seus últimos beneficiários na última semana. O fim do auxílio, que já foi considerado um modelo para o mundo, foi criticado pelos deputados federais do PCdoB na Bahia, Alice Portugal e Daniel Almeida.

Na opinião dos parlamentares baianos, o governo Bolsonaro deveria fortalecer o Bolsa Família, ao invés de criar um outro programa, o Auxílio Brasil, que não é permanente e não foi planejado com o cuidado que a matéria exige. Para Alice, é evidente o objetivo do presidente de usar a ação pública para atacar Lula e se promover nas eleições do ano que vem.

“É lamentável que Bolsonaro troque uma política pública efetiva que tirou milhões de brasileiros da miséria por um programa que não tem planejamento e o objetivo é totalmente eleitoreiro”, condenou a deputada federal do PCdoB-BA.

Daniel Almeida acrescentou que a mudança de programa representa uma tentativa do governo Bolsonaro de apagar da memória do povo os avanços promovidos durante as gestões de Lula e Dilma. Apesar disso, o parlamentar acredita que os brasileiros não vão se deixar enganar.

“O fim do bolsa família, um programa que retirou milhões de famílias brasileiras da miséria, é lastimável. Mais uma artimanha desse desgoverno federal vigente. Uma atitude estritamente pessoal, pois foi criado no governo Lula. É uma tentativa de apagamento, mas o povo não é bobo!”, garantiu Daniel.

O Bolsa Família foi revogado pela Medida Provisória que criou o Auxílio Brasil (MP 1.061/2021), publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 10 de agosto. A previsão é de que o programa substituto dure até o final de 2022, apenas.

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