Na tarde de ontem (27), a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) manifestou, em suas redes sociais, indignação com a nova medida tomada pelo governo Bolsonaro. Trata-se, desta vez, do corte de benefícios fiscais para pesquisa científica, o que atinge projetos como o do Butantan e o da Fiocruz.
“Em plena pandemia, o governo federal fez um corte de 68,9% que afeta diretamente projetos do Butantan e da Fiocruz, institutos que concentram as principais pesquisas para desenvolvimento da vacina brasileira contra a Covid. Bolsonaro segue sabotando os esforços científicos do nosso país para enfrentar a grave pandemia que já matou quase 220 mil brasileiros até agora. Entrei com requerimento cobrando as devidas explicações”, declarou a parlamentar.
O corte, promovido pelo Ministério da Economia, na cota de importação de equipamentos e insumos destinados à pesquisa brasileira, pode ser percebido na comparação do investimento do ano passado em relação a esse. Pois, em 2020, o valor foi de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,6 bilhão) e para 2021 será, de acordo com essa nova medida, de US$ 93,29 milhões (R$ 499,6 milhões).
Segundo levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 2010, o valor da cota foi de US$ 600 milhões, em 2014, US$ 700 milhões, e, em 2017, 2019 e 2020, caiu para US$ 300 milhões. Parece não ser coincidência que o investimento na pesquisa foi mudando conforme o comando político e ideológico do país.