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Alice repudia estratégia do governo para cortar R$ 1,4 bi da Educação

5 novembro, 2020

O Congresso Nacional aprovou, na última quarta-feira (04/11), o Projeto de Lei 30/20, que autoriza o governo Bolsonaro a destinar R$ 6,1 bilhões para ações na área de infraestrutura. A Bancada do PCdoB na Câmara encaminhou o voto contrário à proposta do governo, porque, após vários remanejamentos, o Ministério da Educação perderá R$ 1,4 bilhão.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) criticou a tática do governo e disse que é preciso estabelecer um mecanismo seguro para impedir cortes na educação superior. Ela lembrou que, neste período da pandemia, 99,5% das pesquisas do Brasil são oriundas das universidades e dos institutos federais, e as restantes, na sua maioria, do setor público, como a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

“É importante também dizer que esse corte impactará as despesas não discricionárias, nem por isso desnecessárias, como pagamento de água, luz, telefone, pessoal terceirizado, empresas de higienização”, observou.

Alice Portugal ainda alertou que, para que as universidades voltem a funcionar, precisarão, efetivamente, estar preparadas e estruturadas. “O PCdoB vota ‘não’, vota como alerta, vota como esperança de que a palavra seja cumprida e o dinheiro, devolvido”, disse.

 

Com PCdoB na Câmara

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