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Até na Ditadura, mesmo preso, Lula foi liberado para enterro da mãe

30 janeiro, 2019


Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morreu em São Paulo nesta terça-feira (29), aos 79 anos, vítima de câncer no pulmão. Lula pediu à Justiça para comparecer do irmão, um dos mais próximos, mas teve o pedido negado.
Os advogados do ex-presidente se asseguraram no artigo 120 da Lei de Execução Penal (LEP), que afirma que “os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos: falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”.
A negativa do Judiciário brasileiro tem sido criticada pelo descumprimento da lei. Mesmo quando esteve preso durante 31 dias durante a ditadura militar (1964-1985), Lula foi autorizado pela Justiça da época a comparecer ao velório da mãe, dona Lindu.

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