Organizações do movimento negro, centrais sindicais, partidos de esquerda e representantes da sociedade civil promovem, nesta quinta-feira (13/05), a partir das 15h, um ato em frente ao Atakadão Atakarejo, no bairro de Pernambués, em Salvador, para cobrar justiça por Bruno e Ian, tio e sobrinho executados cruelmente após um suposto furto, na rede de supermercados da capital baiana. A mobilização ocorre no dia em que a falsa abolição da escravidão completa 133 anos.
A União dos Negros e Negras pela Igualdade (Unegro), que integra a organização do ato, defende que a exclusão das políticas públicas, a violência e a desigualdade social explicitam o descaso e o preconceito que matam, diariamente, negros e negras em todo o país. A entidade lembra que a população negra está entre os que mais morrem vítimas de homicídio no Brasil – cerca de 74%.
“Precisamos denunciar a falsa abolição da escravatura e pedir justiça para as negras e os negros que são diariamente exterminados, excluídos, marginalizados e mortos pelo descaso e pelo preconceito praticados por quem devia garantir direitos ao povo negro: o Estado Brasileiro”, diz um comunicado da Unegro, que também acrescenta que a população negra das periferias das grandes cidades representa 57% dos mortos de Covid-19.
O ato no Atakadão Atakarejo também vai relembrar a chacina de 28 pessoas na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, e exigir respostas do poder público sobre o caso.