O vereador licenciado de Salvador e secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), Augusto Vasconcelos (PCdoB), criticou duramente o reajuste da tarifa do transporte coletivo anunciado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil). Para o dirigente comunista, o aumento representa um “presente amargo” imposto à população soteropolitana, especialmente aos que mais dependem do transporte público.
O reajuste foi anunciado pelo próprio prefeito durante entrevista coletiva no terceiro dia do Festival Virada Salvador 2026. Atualmente, a passagem de ônibus na capital baiana custa R$ 5,60, valor superior ao praticado em outras grandes capitais do país, como São Paulo (R$ 5,30) e Rio de Janeiro (R$ 4,70).
Em publicação nas redes sociais, Augusto destacou que a decisão penaliza diretamente os trabalhadores e trabalhadoras que já enfrentam longos deslocamentos diários em uma cidade marcada por profundas desigualdades sociais.
“Enquanto o prefeito curte a festa da virada, os mais vulneráveis de Salvador recebem o presente amargo: o reajuste da passagem de ônibus. Salvador já é marcada por trajetos longos e deslocamentos forçados pela falta de acesso. Imagine agora com esse novo aumento: quem arca com esse custo?”, questionou.
O gestor ressaltou que o impacto do reajuste não recai sobre os setores mais ricos da cidade. “Certamente não são os que celebram em camarotes, mas quem depende do transporte coletivo para trabalhar, estudar e garantir a própria sobrevivência”, afirmou.
Augusto Vasconcelos também cobrou mais diálogo, transparência e responsabilidade social por parte da gestão municipal. Para ele, a mobilidade urbana precisa ser tratada como um direito fundamental e como instrumento de inclusão social, e não como mercadoria submetida à lógica do lucro.
“A pergunta é inevitável: a prefeitura protege interesses privados ou defende a dignidade da população? Mobilidade urbana não é mercadoria, é um direito. Esse anúncio exige diálogo, transparência e compromisso social. A cidade precisa avançar, não expulsar ainda mais quem já vive à margem”, concluiu em entrevista concedida ao Blog do Velame.