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Conferência de Mulheres do PCdoB defende feminismo emancipacionista e popular

22 março, 2021

O PCdoB realizou, no último fim de semana, a 3ª Conferência Nacional do PCdoB sobre a Emancipação das Mulheres, que, por conta da pandemia, aconteceu on-line, reunindo mais de 500 pessoas, de todos os estados. Na ocasião, mulheres e homens –  tiverem cota de 30% - do partido discutiram os desafios da luta das mulheres e defenderam um feminismo emancipacionista e popular.

A Bahia teve uma forte presença na atividade, com a participação de 53 delegadas e delegados, eleitas/os durante a etapa estadual, que aconteceu no dia 13 deste mês e reuniu mais de 450 pessoas. Lideranças baianas também foram fundamentais na condução dos trabalhos da Conferência nacional, a exemplo das dirigentes Daniele Costa e Julieta Palmeira.

Na abertura do evento, na sexta-feira (19/03), a secretária nacional da Mulher do PCdoB, Vanessa Grazziotin, destacou a tragédia da crise sanitária vivida pelo Brasil, um momento que, segundo ela, traz um misto de sentimentos para quem faz a luta: tristeza pelas perdas, mas também de esperança por dias melhores e disposição para derrotar o projeto negacionista e retrogrado liderado pelo presidente Bolsonaro.

“Estamos com os nossos corações cheios de esperança. Assistimos a uma grande mobilização do nosso partido em torno da conferência, da qual participam não só as mulheres, mas também os homens. Porque a gente tem absoluta clareza de que a luta pelos direitos das mulheres, pela emancipação, por uma sociedade igual, é a luta de todos nós”, garantiu a secretária.

A presidenta nacional do Partido, Luciana Santos, reforçou, na abertura, a importância das mulheres para os esforços de enfrentamento ao governo. “Nossa conferência é estatutária justamente para dar a dimensão da luta de classes que a questão merece. [...] Vamos sair deste processo ainda mais dispostas a desmascarar Bolsonaro. Ele não!”.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, também participou da atividade e destacou que as mulheres são fundamentais para a nova realidade que se tem construído. “Temos estruturalmente, inscritas na história do Brasil, discriminações, opressões e violências que se agudizam agora; é como se fosse uma caneta marca-texto: uma crise dessa dimensão sublinha características perversas desse modelo assentado nas injustiças”.

Para Dino, neste momento, apesar das dificuldades, é preciso acreditar no que virá. “Precisamos celebrar a esperança, não uma esperança destituída de materialidade, ou vazia, inconsequente, mas a esperança dos que lutam, que têm rumo, têm bandeira e projeto”, acrescentou.

União

Ao encaminhar a eleição da mesa diretora da conferência, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ressaltou a importância de se fortalecer o feminismo popular, envolvendo as mulheres trabalhadoras, chefes de família, moradoras das periferias, negras, que compõem a camada que mais sofre com as crises econômica, social e pandêmica. Para ela, é primordial a união de amplas forças para a superação do fascismo.

O vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, contextualizou o atual momento em que ocorre a conferência e os desafios colocados para as mulheres e a militância na defesa da vida e no enfrentamento à extrema-direita do governo Bolsonaro. “A conferência já marcou a vida partidária por seu forte espírito de unidade”, disse.

Walter salientou ainda que “a luta das mulheres é parte estrutural e inerente às lutas do PCdoB” e que a causa emancipacionista deve ganhar milhares de homens e mulher para poder ensejar mudanças estruturais na sociedade.

A Conferência contou com a participação de diversas outras lideranças políticas e sociais e artistas, entre os quais a ex-deputada Manuela d’Ávila. No encerramento do ato, foi exibida a saudação da presidenta Dilma Rousseff, que destacou que, mais uma vez, o Partido se coloca na vanguarda da luta emancipacionista e contra um presidente que debocha da doença, não leva a vacina a sério, vitimando direta e indiretamente milhões de pessoas. Para ela, a luta feminista neste momento tem como principais bandeiras a defesa da vida e contra Bolsonaro.

No sábado (20), as/os participantes foram divididas/os em grupos que discutiram os diversos pontos levantados pelo documento-base da Conferência sobre a Emancipação de Mulheres do PCdoB. No domingo (21), dia do encerramento, foram aprovadas moções e a criação do Fórum Nacional do PCdoB sobre a Emancipação da Mulher, além de feita uma leitura coletiva da versão final do manifesto.

 

Com PCdoB nacional

 

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