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CPE debate projeto eleitoral 2020 e os 200 dias do governo Bolsonaro

22 julho, 2019


 
A Comissão Política Estadual (CPE) do PCdoB na Bahia se reuniu, nesta segunda-feira (22/07), em Salvador, para dar continuidade aos debates sobre a conjuntura política e o projeto eleitoral para o ano que vem. Sobre o resultado dos 200 dias de ‘desgoverno’ de Bolsonaro, especificamente, a avaliação do presidente estadual do partido, Davidson Magalhães, é de que o cenário é preocupante.
“Economia em processo de estagnação, recessão prolongada, sem perspectiva de reação no curto prazo, maior fechamento de empresas da última década. O Brasil está fora, pela primeira vez, da lista dos 25 melhores países para se investir, e os bancos continuam lucrando com a dívida pública e o endividamento das famílias”, disse.
O presidente do PCdoB-BA ainda destacou que há, no país, uma ampliação do processo de desnacionalização, a exemplo da Petrobras, que foi obrigada a sair do setor de gás, deixando esse espaço para as empresas estrangeiras ocuparem. “Único governo de extrema-direita não nacionalista, entreguista, ao contrário de outros países com a mesma linha política”, disse, em relação ao governo Bolsonaro.
Polêmicas
Davidson também defendeu que o governo desmonta as políticas sociais e culturais, ataca as estruturas do serviço público e tenta desmoralizá-las. Ele ainda lembrou das recentes declarações polêmicas de Bolsonaro, a exemplo da confirmação de que beneficiou, sim, o filho na indicação para a Embaixada nos EUA; da defesa do trabalho infantil; e dos ataques à jornalista Miriam Leitão, ao governador Flávio Dino (MA) e ao Nordeste.
“Bolsonaro continua no processo de confrontação. Ele acha que o adversário deve ser destruído. Suas declarações passam longe da verdadeira realidade do país. [...] Ele consolida um bloco de extrema-direita, fideliza esse eleitorado”, analisou Davidson Magalhães. Ele ainda avaliou que há uma perda de protagonismo da Lava-Jato, após as revelações de conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro – agora ministro de Bolsonaro – e os procuradores do Ministério Público.
Reforma
A reunião da CPE também contou com a presença do deputado federal Daniel Almeida, líder da bancada do partido na Câmara. Ele também apresentou a leitura que faz dos últimos acontecimentos e destacou que o grande embate travado neste semestre que se encerra foi sobre a reforma da Previdência.
Para Daniel, a aprovação da proposta de reforma em primeiro turno na Câmara dos Deputados representou uma “vitória expressiva da direita e do centro, que se unificaram para aprovar o projeto, tendo como principal articulador o presidente da Câmara Rodrigo Maia [DEM]”.
Apesar da derrota para a esquerda, que atuou de maneira unificada na luta para tentar barrar a reforma, o líder acredita que houve êxitos. Ele explicou que seis partidos fecharam questão contra a proposta, e que o PCdoB teve papel de destaque na resistência, especialmente na figura da deputada Jandira Feghali como líder da minoria.
“O debate permitiu a eliminação dos danos mais relevantes, como tirar a capitalização e desconstitucionalização de direitos. Assim, tivemos êxitos parciais”, afirmou Daniel Almeida.
Bahia
No cenário estadual, a construção da estratégia eleitoral do PCdoB tem sido exitosa, a um ano das eleições municipais de 2020, segundo a avaliação de Davidson Magalhães.  “O partido está no caminho certo na construção e viabilização de chapas próprias de vereador nos municípios. Temos projetos viáveis para a eleição de prefeitos. Devemos agora entrar na definição das prioridades do plano eleitoral”, explicou o presidente.
Encontros regionais
A secretária estadual de Organização, Daniele Costa, apresentou um balanço dos encontros regionais deste ano. Já foram realizados, até agora, 12 encontros – restando apenas quatro para acontecer -, que mobilizaram aproximadamente mil militantes, em todo o estado.
Para a secretária, o resultado das atividades tem sido animador. “O salto qualitativo desses eventos deve ser a estruturação dos fóruns de macrorregião em pelo menos 10 regiões. Além da mobilização dos encontros, são necessários os desdobramentos na forma de coordenações regionais e assessorias”, finalizou.
Mobilização
A CPE orienta o conjunto dos dirigentes e militantes a manterem a luta contra a reforma da Previdência, que ainda será votada em segundo turno na Câmara dos Deputados e passará por debates e votação no Senado. A CPE conclama, ainda, a mobilização para o 13 de Agosto, Dia Nacional de Luta, convocada pela UNE em defesa da educação.

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