À medida que a variante Ômicron avança no Brasil, hospitais públicos e privados já registram aumento de diagnósticos e de atendimento de crianças com COVID-19, além da tendência de alta em internações.
O número surpreende especialistas que não verificaram este fenômeno em outras ondas da pandemia, por ser uma população mais resistente ao vírus. Acredita-se que, com a alta taxa de vacinação de adultos, aqueles não vacinados acabam ficando mais vulneráveis ao agravamento da doença. Ou seja, as crianças e os adultos não imunizados têm mais chances de contrair o coronavírus.
Nas crianças, os sintomas mais frequentes são os respiratórios, como coriza, tosse e dor de garganta, mas há também muitas crianças com sinais gastrointestinais, como diarreia, vômitos e dor abdominal. Segundo médicos, muitas famílias relatam que apenas a criança de todo o grupo residencial está com sintomas, já que os adultos estão vacinados.
De acordo com informações do governo paulista, por exemplo, no início de novembro, 109 crianças estavam hospitalizadas, enquanto que, neste mês, em que se iniciou a vacinação infantil, esse número chegou a 171 jovens de até 17 anos, um aumento superior a 60%.
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Nicollas, de dois anos, teve diagnóstico positivo de Covid-19 — Foto: Elizeu Junior/Arquivo Pessoal.[/caption]