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Davidson na CP: É preciso construir uma frente de resistência no Brasil

30 abril, 2019

O presidente estadual do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, fez uma análise sobre a conjuntura política nacional, durante a reunião da Comissão Política estadual, que aconteceu nesta segunda-feira (29/04), em Salvador. Na ocasião, Davidson não poupou críticas ao governo de Bolsonaro, e defendeu que é urgente a criação de uma frente ampla de resistência aos ataques do presidente da República.
“Crise e instabilidade são a marca do governo. Não há plano administrativo, não há proposta, só há desmonte de direitos e desnacionalização. O desemprego cresce, 43 mil vagas a menos em só em março. Querem mudar a política de valorização do salário mínimo. Para impor a agenda [deles], é necessário impor a repressão e a supressão das liberdades”, disse Davidson.
Além dos direitos, há retrocessos também nas relações internacionais e na harmonia entre os poderes nacionais. “Há retrocesso nas relações internacionais, com essa submissão aos Estados Unidos. Há também crise dentro do governo, e a extrema direita quer a ruptura com o sistema, por isso brigam com o Parlamento e com o Judiciário”, afirmou.
Davidson defendeu que a tendência é que a agenda ultraliberal de Bolsonaro agrave ainda mais a crise, e que o cenário exige a unidade das forças democráticas. "A bandeira é a defesa do brasil, contra a agenda ultraliberal. É necessário mobilizar o partido contra a tentativa de ruptura com o Estado Democrático de Direito e pela construção de uma frente ampla de resistência a essas políticas”, continuou.
Especialmente, a defesa da Previdência Social deve estar na linha de frente da luta, diante do avanço da proposta de reforma de Bolsonaro no Congresso Nacional, segundo o presidente do PCdoB-BA. Ele ainda afirmou q é preciso defender as universidades públicas dos ataques da extrema-direita, com a mobilização da juventude.
Eleições 2020
Para Davidson, as contradições do projeto de Bolsonaro devem ser apontadas também com vistas às eleições no ano que vem, pois as pesquisas já apontam, com a queda de popularidade do presidente, que as expectativas dos brasileiros diminuem em relação ao novo governo. “Um programa de enfrentamento a esse modelo [ultraliberal] estará nos debates da Eleição de 2020”, disse.
Ao final do encontro, o presidente conclamou os militantes e dirigentes a se envolverem na mobilização do 1º de Maio, na campanha em defesa da aposentadoria, e na construção da greve geral e da agenda de encontros regionais do partido.

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