A agricultura familiar da Bahia deu um passo histórico nesta semana com a entrega das primeiras certificações do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF/BA). A iniciativa, fruto de projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Bobô (PCdoB), já está transformando a vida de agricultores e agricultoras familiares, garantindo mais segurança alimentar, qualidade nos produtos e novas oportunidades de renda no campo.
O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), formalizou a entrega dos primeiros selos do SUSAF, tornando a Bahia o primeiro estado do Norte e Nordeste a adotar o sistema. A certificação permite que empreendimentos familiares comercializem, em todo o território baiano, alimentos de origem animal como leite, ovos e queijos, antes restritos à venda apenas nos municípios de origem.
Para Bobô, a medida representa uma vitória coletiva da agricultura familiar. “O SUSAF é uma conquista histórica. Esse selo dá dignidade a quem produz e confiança a quem consome. É fruto da luta dos agricultores e agricultoras e de uma articulação entre governo e instituições que acreditam no potencial do campo baiano”, afirmou.
O parlamentar parabenizou os produtores que já conquistaram a certificação e destacou o papel do governador Jerônimo Rodrigues, de Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, e de Paulo Sérgio Luz, diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), no processo de implementação.
Mais mercado, mais renda
Com a certificação, pequenos empreendimentos passam a acessar novos mercados, expandindo sua atuação para feiras, supermercados e restaurantes de todo o estado. Além de fortalecer a economia local, a medida amplia a geração de renda no campo e contribui para a permanência das famílias em suas comunidades.
“O SUSAF garante que a Bahia siga valorizando a agricultura familiar, que é a base da nossa produção de alimentos. É mais desenvolvimento, mais inclusão e mais oportunidades para o nosso povo”, ressaltou Bobô.
A expectativa é que, com a adesão crescente de municípios e empreendimentos, o sistema se consolide como um marco para a valorização da produção rural e para a promoção da segurança alimentar no estado.