No dia 25 de janeiro de 2019, a barragem do Córrego do Feijão rompe em Brumadinho, espalhando um mar de lama pela região. A barragem pertencia à mineradora Vale S.A. Desde o episódio uma equipe esteve entre estradas, ruas e lama para registrar o cenário e captar as vozes que nos curtos intervalos dos helicópteros enunciaram seu testemunho da tragédia. Trata-se do documentário “Lama: o crime Vale no Brasil. A tragédia de Brumadinho” dos documentaristas Carlos Pronzato e Richardson Pontone, com direção de produção de Denise Belo.
O lançamento do documentário em Salvador acontece no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, em uma única exibição, a primeira, na sexta-feira, 5 de abril, às 20h30, com entrada franca e debate posterior.
A tragédia
A barragem da Mina Córrego de Feijão despejou 12 milhões de metros cúbicos de lama na bacia do Rio Paraopeba e os rejeitos já chegaram no Rio São Francisco. O município de Brumadinho, com quase 40 mil habitantes, tem como principais atividades econômicas a exploração de minério, a agricultura, a pecuária e o turismo.
O rompimento da barragem ocorreu na hora do almoço na troca de turnos, com o refeitório localizado abaixo da barragem. O desastre causa ainda mais indignação pela impunidade, a mesma empresa, a mineradora Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, está envolvida no crime de Mariana, com o rompimento da barragem de Fundão, em 2015. Até o momento foram identificados 216 mortos e ainda há 91 desaparecidos.
O documentário de intervenção política foi produzido de forma independente, trazendo mais de 50 entrevistas com especialistas no assunto, moradores da região, militantes de movimentos sociais e representantes de órgãos oficiais, além de materiais relacionados com o episódio, reunidos minuciosamente.
Com Ascom do filme