A ANPG (União Nacional dos Pós-graduandos), a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) escreveram uma carta aberta para pedir a união do campo progressista nas eleições deste ano. O documento, que já tinha mais de 300 assinaturas nesta quarta-feira (01/08), é direcionado aos presidentes e presidentadas do PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL.
"Não podemos ficar paralisados diante da iminência de um segundo turno em que as duas faces da mesma moeda estejam representadas. E só há um caminho para evitar esse cenário desastroso: a unidade do campo progressista", diz um trecho da carta. Abaixo, a íntegra do documento.
Interessados podem assinar a petição online através do link: https://secure.avaaz.org/po/petition/Povo_brasileiro_Carta_aberta_aos_presidentesas_do_PT_PDT_PSB_PCdoB_e_PSOL/?launch
“Vamos
Levantar a bandeira da fé
Não esmoreçam e fiquem de pé
Pra mostrar que há força no amor
Vamos
Nos unir que eu sei que há jeito
E mostrar que nós temos direito
Pelo menos a compreensão
Senão um dia
Por qualquer pretexto
Nos botam cabresto e nos dão ração (...)
Pra lutar pelos nossos direitos
Temos que organizar um mutirão
E abrir o nosso peito contra a lei
Do circo e pão (...)
Por isso nós vamos”
Bandeira da Fé (Zé Catimba e Martinho da Vila)
Esta carta é um chamado às direções do PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL, tendo em vista a urgência da união de forças políticas e sociais interessadas em fazer da eleição outubro próximo um instrumento legítimo para o restabelecimento do Estado Democrático de Direito em nosso país.
O povo brasileiro tem sofrido muito com as políticas austeras de um governo sem legitimidade. O desemprego, a retirada de investimentos em saúde e educação impostos pela Emenda Constitucional 95 e a entrega do patrimônio brasileiro ao capital estrangeiro, através do acelerado programa de privatizações, são assombros para todos que sonham com a construção de um Brasil democrático, justo e soberano. A condenação e prisão sem provas do ex-presidente Lula é o maior símbolo desse tempo de injustiças que vivemos.
No dia 15 de agosto encerra-se o prazo para o registro das candidaturas presidenciais. Dois rumos se apresentam nessa intensa disputa política, o Brasil vive uma encruzilhada. De um lado, o avanço do projeto neoliberal, marcado pelo desmonte do Estado Nacional, comprometido com os interesses do rentismo, com viés autoritário e antipopular. De outro, a possibilidade da união de todos os interessados em interromper esse ciclo e garantir, através da vitória nas urnas, a reconstrução do país, com foco no fortalecimento da democracia, na retomada do crescimento econômico, da geração de empregos e na ampliação dos investimentos públicos em saúde, educação e ciência e tecnologia.
A complexidade do cenário político requer um olhar atento e prioritário para as dificuldades pelas quais nossa gente tem passado. Interesse de nenhum partido, ou postura hegemonista de qualquer tipo, podem ser empecilho para a construção da única saída que tem o povo brasileiro: a unidade! Nunca a máxima “o povo unido jamais será vencido” foi tão verdadeira. Precisamos dar as mãos para construir uma nova página na história do Brasil.
Não podemos ficar paralisados diante da iminência de um segundo turno em que as duas faces da mesma moeda estejam representadas. E só há um caminho para evitar esse cenário desastroso: A UNIDADE DO CAMPO PROGRESSISTA.
É nesse sentido que os signatários desta carta fazem um chamado a um entendimento entre as direções do PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL no sentido da construção de uma chapa única já no primeiro turno das eleições. Juntos, Lula (PT), Ciro (PDT), Manuela D´Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL) somam mais de 40% das intenções de voto em todas as pesquisas e podem constituir um bloco de forças políticas e sociais capaz de vencer as eleições e de devolver a esperança de um novo futuro.
A construção dessa unidade certamente entrará para a história como um gesto de grandeza das forças políticas envolvidas em benefício da democracia e da conquista de uma vida digna ao povo brasileiro. Ainda há tempo para viabilizar esta união. Falta agora o compromisso destes partidos e pré-candidatos para que ela se realize.