O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), rebateu, em uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, a acusação do ex-presidente José Sarney (MDB), que se disse estar sendo perseguido. "Sarney está no poder há 50 anos, de Juscelino Kubitschek a Michel Temer. Imagina euzinho perseguir alguém? Não tem aderência, é meio jocoso ele dizer isso. Ninguém aqui leva a sério", afirmou Dino.
Para o governador maranhense, a afirmação de Sarney pode fazer parte de uma estratégia de vitimização do grupo a que ele pertence, que tem tido um desempenho pífio nas pesquisas eleitorais. Os levantamentos de intenção de voto realizados no estado apontam que Dino deve ser reeleito ainda no primeiro turno.
"A vitimização talvez seja uma linha que eles [os Sarney] venham a adotar na sua retórica do desespero", disse. Mas, além disso, Flávio Dino acredita que a postura da família [incluindo a filha, Roseana Sarney, que deve disputar com Dino o governo] é também uma tentativa de retomar o poder do clã por razões financeiras.
"É síndrome de abstinência de dinheiro público, de privilégios. Eles sempre tiveram acesso amplo aos cofres públicos para seus negócios privados e para manter seus luxos", afirmou o governador.
Dino ainda afirmou ao jornal que a população maranhense entende que "a volta dos Sarney seria um retrocesso ao Maranhão da concentração de poder e de riqueza e uma brutal ineficiência. Eles se acham donos do estado."