Notícia

Fortalecer o PCdoB para enfrentar desafios e derrotar o neoliberalismo

11 agosto, 2021

A unidade e o fortalecimento do PCdoB para tornar o partido uma alternativa de poder e derrotar o neoliberalismo que se instalou no país desde o golpe de 2016 foram os temas debatidos na Reunião Ampliada realizada pelo PCdoB Salvador na noite desta terça-feira (10/08).

Preparatória para a Conferência Municipal, prevista para acontecer nos dias 24 e 25 de setembro, a atividade virtual reuniu membros, filiados, dirigentes, parlamentares e representantes das instituições ligadas à sigla na cidade e contou com palestra do vice-presidente do PCdoB Nacional, Walter Sorrentino. Na ocasião, foram lançadas oficialmente as teses que serão discutidas no Congresso do partido, que acontece a cada 4 anos e está na 15ª edição.

Durante sua explanação, Sorretino falou do atual cenário político, econômico, pandêmico e social e lembrou dos desafios. “As dificuldades são muitas, objetivas e subjetivas. Temos que ter foco porque precisamos resolver três grandes problemas interligados: enfrentar a estratégia golpista de Bolsonaro; tirar o país da crise e revigorar o Partido para superar as barreiras que se apresentam em 2022.”

Ele citou medidas que estão sendo adotadas para prejudicar ainda mais o país. “Estamos sem perspectivas econômicas e vai vir o déficit energético, que pode ser uma crise pior que a de 2001. E enquanto isso a agenda da boiada vai passando. É a privatização da Eletrobrás; dos Correios; a Lei de Regularização Fundiária, que regulariza terras na Amazônia. Tudo isso mostra que esse governo veio para destruir, não para construir.”

Sorrentino sinalizou também que possíveis melhorias econômicas que venham a ocorrer com o novo Bolsa Família, apresentado pelo presidente como medida eleitoreira, não atingirão as classes menos favorecidas. “A crise social é estrutural e essa política econômica nem retoma a economia e nem se reverte em efeitos sociais. Cresce a proporção dos que têm fome, a insegurança alimentar, a miséria e 40% da força de trabalho é precarizada ou fica no desemprego.”

À frente da sigla em Salvador nos últimos quatro anos, o presidente do Comitê Municipal, Everaldo Augusto falou do entendimento do contexto político para a luta política. “Essa análise é inovadora do nosso partido, ao constatar como as questões mais de fundo, as questões estruturais, do sistema, das políticas de estado, do neoliberalismo estão interferindo na conjuntura política. E é imperativo para nós, para reverter essa correlação de forças e de dificuldades, ter essa compreensão mais global da conjuntura e da importância das batalhas políticas em curso.”

Brasília

Em Brasília cumprindo agenda de trabalho, o presidente do PCdoB Bahia, Secretário Estadual de Trabalho Emprego Renda e Esporte, Davidson Magalhães, descreveu o desfile de carros do exército, visto como uma ameaça aos parlamentares pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que previa a volta do voto impresso, rejeitada pela Câmara Federal. “Foi ridículo. Uma demonstração de ameaça que evidencia a caricatura do atual quadro político que estamos vivendo.”

Davidson falou também do desmonte que o atual presidente está promovendo e citou o setor de fertilizantes como exemplo. “O processo de desnacionalização é violento no país. Só para se ter uma ideia, do ano 2000 para cá a importação de fertilizantes cresceu cerca 183% e na Bahia estamos vendo a FAFEN, que é a fábrica de fertilizantes da Petrobras, sendo fechada, sendo entregue, desmontando o sistema de produção de fertilizantes do país.”

Presente no debate, a deputada estadual Olívia Santana sinalizou para o desafio de orientar a população sobre o diferencial do PCdoB. “Precisamos fazer com que o povo compreenda a perspectiva socialista, compreenda que este é um partido que se diferencia porque tem um projeto transformador de nação, um projeto que vai além da luta democrática, que defende um novo conceito de democracia. Que põe em cheque a própria democracia burguesa, porque não há democracia com estômago vazio. Não basta apenas defender as instituições, precisamos construir outro Estado, um Estado socialista.”

Vereador de Salvador e presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, chamou a atenção para a aprovação na Câmara, nesta terça-feira (10), da Medida Provisória 1045, que altera vários dispositivos da CLT. De acordo com ele, é mais uma agenda regressiva de retirada de direitos. “O grande capital, apesar de todo ataque, a mancha na imagem do Brasil no cenário internacional, tá muito feliz pela entrega que o Congresso está fazendo baseando-se no apoio do centrão e na forma como Bolsonaro loteou os cargos do governo viabilizando aprovações de projetos importantes.”

Até setembro, todos os Comitês Intermediários, Coletivos, Organismos de Base e Distritais devem realizar Conferências para definir novos dirigentes e os delegados e delegadas que vão participar do 15º Congresso.

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