
O Fórum dos Municípios Estratégicos do PCdoB na Bahia se reuniu mais uma vez, nesta sexta-feira (14/12), em Salvador, para discutir o desafio da estruturação partidária, diante das dificuldades do novo contexto político. O segundo encontro do Fórum, integrado por presidentes e secretários de Organização dos comitês dos maiores municípios, contou com a presença de um representante do Comitê Central .
Fábio Tokarski, o novo secretário nacional de Organização, participou das discussões, ao lado do presidente estadual, Davidson Magalhães; dos secretários estaduais Daniele Costa (Organização) e Caio Botelho (Formação); e da integrante do Comitê Estadual e da Comissão de Organização, Manuela Simões. Ao todo, 11 municípios estiveram representados pelos dirigentes locais no encontro.
Davidson Magalhães abriu as discussões, com uma avaliação do cenário político. Ele explicou que os desafios para o PCdoB, que já existem a partir do golpe de 2016, devem ser intensificados, com a posse do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, no ano que vem. No entanto, o presidente também destacou a vitória história do PCdoB-BA, que ampliou significativamente a participação no Legislativo.
Para Davidson, a boa votação nas eleições deste ano no estado tem a ver com o esforço de estruturação dos comitês municipais. “Aqui na Bahia, onde a gente tinha partido forte, a votação foi boa. Quando o partido é atuante, as votações aparecem, porque a votação também é resultado da política cotidiana. Então temos esse desafio de fortalecer a consciência socialista dos nossos militantes e prepará-los para essa nova realidade”, afirmou.
Tokarski reforçou a necessidade da estruturação partidária como uma estratégia de enfrentamento às dificuldades do novo tempo. Na reunião, ele propôs um estudo sobre os principais documentos do partido, principalmente o Programa Socialista e a Resolução do 14º Congresso, e sustentou, a partir disso, que é preciso construir um partido de quadros e de massas, com a união de um bom planejamento com uma prática sólida.
“O nosso partido tem que ter capacidade de mobilizar o conjunto dos seus militantes, trabalhadores, na ação política de massas, como indica nossos documentos. Uma tática correta e uma política atualizada de estruturação partidária são necessárias, mas são insuficientes. Precisamos da ação política, mas, também, a ação de organização, estruturadora do partido”, defendeu o secretário nacional de Organização.
O encontro também serviu para a realização de um balanço das eleições com os comitês municipais e para a preparação de uma agenda direcionada ao próximo congresso do Partido, que será realizado em março do ano que vem.