Nesta terça-feira (26), foi divulgada a informação de que o governo federal assinou uma carta de intenções permitindo a compra de 33 milhões de doses da vacina da Astrazeneca por parte de empresas brasileiras. O que é de se espantar diante de um cenário que falta vacina gratuita até para os grupos prioritários.
O presidente da república afirmou que, diante de acordo com empresários, metade dessas doses - 16, 5 milhões - seria doada ao Sistema Único de Saúde (SUS), e a outra seria vendida para o setor privado no intuito de movimentar a economia.
Mas o que fica evidente com esse posicionamento do governo Bolsonaro é que, mais uma vez, a sua política não é destinada aos que mais carecem. Já que as pessoas que vão tomar essas doses contra Covid-19 não são necessariamente as que mais precisam, as que mais estão expostas ao vírus, ou correm risco de vida, e sim as que podem pagar.
Em contrapartida, a farmacêutica Astrazeneca informou que não será possível disponibilizar vacinas para o setor privado, por já haver acordos firmados para a distribuição ampla e equitativa desses imunizantes. A Astrazeneca disse também que 100 milhões de doses da vacina estarão disponíveis no Brasil conforme acordo feito com a Fiocruz, ou seja, de forma gratuita aos cidadãos.
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Foto: SERGIO LIMA/AFP[/caption]