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Grito dos Excluídos sai às ruas para denunciar o golpismo de Bolsonaro

7 setembro, 2021

 

O Grito dos Excluídos, mobilização dos movimentos populares que acontece todos os anos na Semana da Pátria, foi às ruas de diversos municípios da Bahia, nesta terça-feira (07/09), para protestar contra o golpismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A mesma data foi escolhida por bolsonaristas para a realização de manifestações antidemocráticas em apoio ao governo.

Em Salvador, o ato contra Bolsonaro saiu da praça do Campo Grande, pela manhã, e seguiu até a Castro Alves. Como sempre acontece, a militância do PCdoB na Bahia fez parte do cortejo, com a participação do presidente, Davidson Magalhães, e de diversas lideranças comunistas do estado, que fizeram coro às denúncias contra o governo Bolsonaro, ao longo da atividade.

Para o presidente do PCdoB-BA, a presença do povo na rua deu um recado muito importante, de que o Brasil não tolera mais golpes. “O governo Bolsonaro é um desastre, e está em um processo de desconstrução. Nessa desconstrução, quer implantar um regime autoritário. O golpe está sendo preparado. Sete de Setembro é o dia da independência, da liberdade, não do autoritarismo”, disse.

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) também esteve presente na atividade e defendeu que, apesar da pandemia, o Grito dos Excluídos não poderia deixar de sair às ruas porque, neste ano, tem sido preciso não só defender a vida da população, que está em risco, mas, também, a democracia, que tem sido colocada na mira dos bolsonaristas.

“Esse Sete de Setembro é diferente, evoca a defesa da democracia, a luta contra o fascismo, a batalha pela vacina no braço, por comida no prato. A fome voltou no Brasil e Bolsonaro chama para manifestações de ódio de antidemocracia. Não vamos aceitar provocações. Estamos nas ruas pelos direitos sociais e pelo Fora Bolsonaro”, afirmou a parlamentar do PCdoB-BA.

A deputada estadual do Partido, Olívia Santana, acrescentou que o anseio popular é pela garantia da paz e de uma vida digna, o que tem sido ignorado pelo atual governo. “O povo está nas ruas, afirmando a democracia, dizendo não aos golpistas, dizendo sim à educação, à cultura, ao esporte, por vacina no braço e comida no prato”, disse.

Custo Bolsonaro

Ao lado da classe trabalhadora no ato, a presidenta da seção baiana da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-BA), Rosa de Souza, explicou que a intenção do evento também foi fazer um contraponto às manifestações de apoio ao governo. De acordo com ela, a gestão de Bolsonaro é indefensável, porque tem colocado em xeque a sobrevivência dos brasileiros.

“O povo vem para as ruas para protestar contra Bolsonaro. Ninguém aguenta mais o alto custo de vida, os altos preços provocados por esse governo. É aumento da gasolina, da energia, é a falta de alimentação na mesa do povo”, explicou a presidenta da CTB-BA.

Para Marianna Dias, presidenta estadual da União da Juventude Socialista (UJS-BA), o custo Bolsonaro compromete a vida, mas também a liberdade dos brasileiros. “Nós lutamos por democracia, por um país com liberdade e com um presidente que cuida do seu povo”, defendeu.

Enquanto o ato contra o presidente acontecia no centro de Salvador, a manifestação bolsonarista era realizada no Farol da Barra.

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