O coordenador-geral da APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia, Rui Oliveira, criticou a decisão da prefeitura de Salvador de retomar as aulas presenciais da rede municipal no próximo dia 3 de maio. Segundo Rui, a medida é uma irresponsabilidade, considerando que ainda é alto o número de casos e mortes por covid-19 no país.
A APLB tem orientado a categoria a não retomar as atividades enquanto os profissionais da educação da capital baiana não foram devidamente vacinados contra a doença. A intenção da entidade é de promover, na data marcada para o retorno das aulas presenciais, uma paralisação das atividades.
“Queremos mais uma vez conclamar a todos os trabalhadores da base municipal de Salvador para um grande mutirão de solidariedade. Não vamos deixar esse ato genocida em Salvador. Inadmissível, é uma irresponsabilidade colocar vida em risco”, defendeu Rui Oliveira, em uma entrevista à TV Bahia.
Segundo o coordenador, falta à gestão de Bruno Reis (DEM) sensibilidade para entender quais as reais demandas da comunidade escolar da rede municipal, neste período. “Pergunta a esse povo do gabinete se ele vai entregar cesta básica nas escolas municipais. Para eles são apenas números. As pessoas não valem nada. Não tem uma solidariedade", completou.
Além de determinar a volta às aulas presenciais, a prefeitura de Salvador também anunciou o aumento da tarifa dos ônibus do sistema público de transporte, utilizado por significativa parcela dos estudantes da capital. O aumento foi de cerca de 5% - de R$ 4,20, a tarifa passou a custar R$ 4,40.