Notícia

Jorge Solla: Lava-jato escancara seletividade

26 fevereiro, 2018

 
O deputado federal Jorge Solla, do PT baiano, criticou a operação Cartão Vermelho, deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira (26/02), e que cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-governador Jaques Wagner, em Salvador. Para Solla, este é mais um ‘triste episódio de manipulação da política pelo Judiciário, com uma ação espetacularizada’.
A escolha do novo alvo da PF se deu, segundo o deputado baiano, porque Jaques Wagner tem sido cotado para substituir o ex-presidente Lula, caso esse fosse impedido de se candidatar à presidência da República. A intenção seria de manchar a imagem de Lula e de todos os que forem apontados como substitutos dele na corrida eleitoral deste ano.
“O objetivo de macular a sua imagem [de Wagner]  é explicito. As delações premiadas dos executivos das empreiteiras da obra da Fonte Nova já datam de mais de um ano. Nada, além de ilações sem provas, foi encontrado que incriminasse Wagner. Esta investigação, que carecia de substância e por isso definhava, saiu das gavetas assim que o ex-governador demonstrou viabilidade eleitoral para a disputa da Presidência da República”, afirmou Jorge Solla.
O parlamentar baiano também denuncia que a PF permanece omissa no que se refere à relação do operador do PSDB, Paulo Preto, que ex-diretor da Dersa, com o governador Geraldo Alckmin, também pré-candidato à presidência, flagrado com R$ 113 milhões na Suíça. “Nenhuma operação de busca na casa do governador, escancarado a seletividade de um judiciário apodrecido pelo seu desvirtuamento. É o golpe que trocou os tanques militares pelas canetas de juízes”, concluiu.

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