O dirigente comunista Jorge Wilton lançou, nesta terça-feira (22/03), em Salvador, o livro ‘Memórias de uma esquerda em transição’ (R$ 35), que explica o processo de expansão e diversificação social do PCdoB na Bahia, entre as décadas de 1970 e 80. O evento aconteceu no Museu de Arte da Bahia (MAB) e teve, entre o público, a presença de personagens do período estudado pelo autor.
Segundo Jorge Wilton, a obra, que tem o prefácio assinado por Haroldo Lima, também se propõe a compreender “como uma geração de jovens, em sua maioria estudantes, se entregou à luta contra a ditadura, pelos direitos sociais dos trabalhadores, em muitos momentos, em um ritmo insano, como nos relatou um dos nossos entrevistados”.
O lançamento do livro integra a agenda de comemorações, na Bahia, do centenário do PCdoB (1922-2022). Para o presidente estadual do Partido, Davidson Magalhães, o evento foi incluído na programação porque a publicação é uma fundamental ferramenta de preservação e difusão da história de um dos momentos mais importantes para a militância comunista.
“Jorge Wilton traz um período importante da formação da militância do PCdoB. O livro é mais um capítulo da história da contribuição dos comunistas, especialmente no movimento estudantil, para o povo baiano e brasileiro”, destacou o presidente do PCdoB-BA.
O autor garantiu que a alegria do lançamento foi ainda maior porque também representou uma celebração ao centenário. “Isso é uma honra extraordinária, não tem preço. O Partido assumiu a publicação do livro e o colocou na programação do seu centenário. Para mim, é um sentimento de realização pessoal e política”, afirmou Jorge Wilton.
Na mesa do evento, estiveram lideranças do PCdoB da Bahia, como Marianna Dias (Secretaria de Organização); Ilka Bichara (Escola de Formação); Nilton Vasconcelos (Fundação Maurício Grabois); e o deputado estadual Zó Lima. A apresentação foi de Déborah Irineu.
‘Memórias de uma esquerda em transição’ é fruto de uma dissertação defendida por Jorge Wilton na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em 2008, e, além do prefácio de Haroldo Lima, conta também com a apresentação do professor Muniz Ferreira.