A secretária de Política para as Mulheres da Bahia, Julieta Palmeira, se manifestou sobre o caso de uma criança de dez anos que ficou grávida, após ser estuprada por um tio, no Espírito Santo. A gestora criticou o fundamentalismo religioso em torno do debate sobre o aborto, que foi autorizado pela Justiça, mas que protestos de grupos conservadores tentaram impedir.
Para Julieta, o fundamentalismo em torno do caso faz com que a violência sofrida pela vítima seja ignorada. “Tentam tirar o foco da violência sexual sofrida pela criança e nem sequer acusaram o tio estuprador. E ainda quebraram o sigilo do nome da criança [...] Quanto desrespeito e quanta tolerância com a violência sexual em
vulnerável”, disse.
A titular da SPM, que também é médica, ainda manifestou solidariedade “à criança, à mãe e ao pai e também ao meu colega profissional de Medicina - quem realizou o procedimento legal - chamados de assassinos por fundamentalistas”. Ela também exaltou a ação de um grupo de mulheres que confrontou os manifestantes que tentavam impedir o procedimento.
Apesar dos movimentos contrários, o aborto legal foi realizado nesta segunda-feira (17/08), não no Espírito Santo, mas em um hospital de referência em Pernambuco.