O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) concedeu direito de resposta ao candidato ao Senado do estado Jaques Wagner (PT), por conta de ofensas publicadas nas páginas do Facebook do MBL (Movimento Brasil Livre). A decisão alcança também dois líderes do movimento, Fernando Bispo e Kim Kataguiri.
O grupo divulgou informações sobre a presença de Jaques Wagner em um evento ocorrido no Shopping Barra, em Salvador, insinuando que houve vaias contra o ex-governador, mas ele nem esteve no ato. A desembargadora Gardênia Pereira Duarte defendeu que trata-se de mais um fake news e, portanto, o fato afronta a Lei Geral das Eleições.
“A crítica amparada em fatos e opiniões reais, exposta de maneira regular, é parte da disputa democrática, no entanto, quando o ponto de vista exposto ao público destoa destas balizas, compete ao Poder Judiciário, quando provocado, reparar os danos eventualmente causados às partes”, diz um trecho da decisão da desembargadora.
O coordenador da campanha de Jaques Wagner, Éden Valadares, comemorou a decisão e defendeu que a vitória é da democracia. “A orientação de Wagner é pautar a campanha com debate de ideias, propostas e, sobretudo, primar pela verdade. O MBL mentiu, ofendeu e o TRE fez justiça. Esperamos que aprendam a lição”.